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César Oliveira

Escolas de samba, realidade e fantasia

César Oliveira - 26 de fevereiro de 2020 | 17h 05
Escolas de samba, realidade e fantasia

De repente as escolas de sambas do Rio de Janeiro- uma espécie de joint-venture entre o crime organizado e o Governo-, foram elevadas de patamar, passando de grandes produtoras de diversão, e de instrumento para amenizar a face dura do jogo do bicho e do tráfico, para geradoras de tratados sociológicos.

Seus enredos se tornaram teses sociais, e seus desfiles peças de resistência ideológicas. O sonho dos intelectuais de araque de criarem  Sorbonnes de barracão,  tinha se concretizado, descido ao asfalto, e  finalmente adquirido o status de redentor nacional.

Pena que ao final do desfile o bicheiro Bidi foi fuzilado com mais de 40 tiros. Era irmão de Maninho, também morto, com seu filho, em outra ocasião e filho de Waldemir Garcia, o Miro, um dos mais famosos bicheiros, e ex-presidente de honra (o termo não é uma ironia), da Salgueiro.

A realidade costuma ser implacável com as fantasias.



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