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Brasil

Governo de SP cria centro de contingência para monitorar casos suspeitos de coronavírus

26 de fevereiro de 2020 | 17h 36
Governo de SP cria centro de contingência para monitorar casos suspeitos de coronavírus
Foto: Reprodução
O Governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (26) a criação de um centro de contingência para monitorar casos de coronavírus no estado. A decisão foi tomada depois que o primeiro caso da doença no Brasil foi confirmado na capital paulista. Segundo o Ministério da Saúde, outros 20 casos estão em investigação, sendo 11 em São Paulo.
 
A função do centro de contingência será coordenar ações contra a propagação do Covid-19. O local será presidido pelo infectologista David Uip e contará com profissionais do Instituto Butantan e médicos das redes pública e privada, sob a supervisão do Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.
 
O paciente com a confirmação da doença é um homem, de 61 anos, que mora em São Paulo e viajou ao norte da Itália.
 
São acompanhadas pela secretaria 30 familiares que encontraram o paciente para um almoço no domingo (23) e 4 passageiros de São Paulo que tiveram contato com ele no avião, procedente de Milão. Durante a coletiva, foi divulgada a informação de que o avião não estava cheio e que o paciente estava em um espaço restrito da aeronave, possivelmente a classe executiva.
 
Os membros do comitê confirmam que há, em outros estados, pessoas que tiveram contato com o paciente no avião. No entanto, a equipe não sabe dizer nem quais estados nem quantas pessoas. Segundo eles, esta informação cabe ao governo federal.
 
 
"Todas as medidas foram tomadas, a população do município pode ficar tranquila. Há 4 contactantes no estado de São Paulo, que foram contatados e informados sobre o caso e devem ficar atentos a possíveis sintomas", afirmou Solange Saboia, coordenadora da Vigilância em Saúde do município (Covisa), durante coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira.
 
O paciente com coronavírus está em isolamento domiciliar. Segundo os profissionais que fazem parte do centro de contingência, as pessoas que tiveram contato ele não são consideradas casos suspeitos pois não apresentaram sintomas da doença. Também não é necessária a realização de quarentena para quem teve contato.
 
Apesar disso, o governo federal considera que dos 20 casos suspeitos no Brasil, um não viajou para fora do Brasil, mas teve contato com o caso confirmado na capital.
 
"Fizemos sugestões aos contatos mais diretos que evitem aglomerações, maior número de pessoas. E o caso [confirmado] está em isolamento domiciliar, usa máscara, existe um protocolo de eliminação de resíduos domiciliares. O lixo tem todo um protocolo, estão todos orientados", disse Solange Saboia.
 
O infectologista David Uip afirmou que o setor público está preparado para lidar com a doença.
 
"Nós temos a atenção primária, que é dos municípios. A intermediária são os ambulatórios especializados. E os hospitais de grande complexidade, esses estão no fim da linha, só pros casos graves. O estado de São Paulo tem um número de leitos muito suficiente. São mais de 7 mil leitos de UTI distribuídos por todo o estado, então nós temos competência pra atender aquilo que for preciso", disse.
 
Sobre o acompanhamento feito nos aeroportos, David Uip destacou que a conduta não pode ser de monitorar todas as pessoas advindas de locais onde há circulação do vírus. “Eu acho muito pouco efetivo você ficar medindo temperatura de paciente assintomática”, afirmou.


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