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  • Feira de Santana, sexta, 23 de outubro de 2020

Política

Em comparação infeliz, advogado vincula decreto para comércio ambulante com 'aumento de criminalidade'

19 de setembro de 2020 | 09h 27
Em comparação infeliz, advogado vincula decreto para comércio ambulante com 'aumento de criminalidade'
Foto: ACM - PMFS
O possível "aumento de criminalidade" está entre as argumentações do advogado Rodrigo Lemos, que defende interesses de um grupo de vendedores ambulantes contrários a transferência de onde se encontram com suas barracas, nas ruas de Feira de Santana, para o Centro Comercial Popular (Shopping Popular) construído pela Prefeitura para alojá-los e, assim,  solucionar o grave problema de ocupação das calçadas e passeios públicos da cidade.
 
Em entrevista recente à Rádio Transbrasil, no programa do jornalista Elsimar Pondé, o advogado disse esta seria uma das consequências "se este projeto passar", referindo-se a retirada dos camelôs de onde indevidamente estão, havendo decisão judicial contra a Prefeitura, para que providencie o ordenamento das vias públicas - e até perigosa, conforme entendimento do Corpo de Bombeiros, temeroso de que um incêndio provoque uma tragédia no denominado calçadão da rua Sales Barbosa. 
 
Além de prever, para breve, que "estaremos tropeçando em pessoas em situação de rua por desemprego, fome e  mendicância", ele afirma que, também, em aumento de criminalidade. "Essa grande massa de desempregados vai ter uma consequência muito grande", ele diz, em virtude de decreto municipal que "extingue toda permissão de trabalho no comércio ambulante".
 
Ocorre que não se deve fazer previsão sobre crescimento do crime em razão da organização do centro da cidade e da perda de "pontos de venda" que na verdade não pertencem a trabalhadores informais. Passeios e calçadas não são propriedade de vendedores, mas da comunidade. Além disso, e principalmente, quem se encontra nas ruas batalhando pelo pão de cada dia são trabalhadores, que não merecem tal comparação. Não iriam ingressar na criminalidade por ter perdido a "oportunidade", mas certamente partiriam Irá em busca de outras, certamente, dentro da legalidade que reconhecem e precisam cumprir.


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