Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • 55 75 99801 5659
  • Feira de Santana, domingo, 07 de março de 2021

Política

China confirma envio e insumos para a CoronaVac chegam a SP na próxima semana

26 de janeiro de 2021 | 13h 37
China confirma envio e insumos para a CoronaVac chegam a SP na próxima semana
Foto: Reprodução/Redes sociais

Em reunião com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), realizada na manhã desta terça-feira (26), no Palácio dos Bandeirantes, o embaixador chinês no Brasil Yang Wanming confirmou a liberação de insumos para a produção da CoronaVac, imunizante desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

De acordo com Dimas Covas, diretor do centro de pesquisa brasileiro, o material deve chegar ao Brasil no dia 3 de fevereiro. “Os lotes chegarão na próxima semana, em 3 de fevereiro. Temos mais 5.600 litros em processo de liberação, o que com os 5.400 litros já anunciados, totaliza 11 mil litros. Com essa quantidade, regularizaremos a entrega”, garantiu. 

Conforme o portal de notícias R7, o diplomata chinês disse reafirmou que a autorização para a exportação dos insumos da vacina se trata de uma questão técnica, e não política. “As vacinas são uma arma para conter a pandemia e garantir a saúde do povo, e não um instrumento político. A situação da pandemia ainda é incerta, haverá uma demanda urgente de longo prazo pela vacina. A parte chinesa está disposta a fazer comunicações com o governo federal e estadual apoiar a parceria entre a CoronaVac e o Butantan, de maneira que a CoronaVac vai contribuir ainda mais para o combate a pandemia”, afirmou.

Yang Wanming disse ainda que o Brasil é um país importante e um parceiro de grande significado para a China. “Mantemos uma relação amistosa tradicional entre os dois países, incluindo São Paulo, o maior estado do Brasil, que sempre manteve uma boa relação com a China. Priorizamos nosso relacionamento com a China e o estado de São Paulo e os avanços entre a Sinovac e o Instituto Butantan. Atualmente, o Brasil é um dos países mais vacinados do mundo”, observou.

Dimas Covas, afirmou que a liberação dos insumos, sinalizada pelo embaixador chinês, deve ganhar celeridade com o registro do imunizante na China. O gestor do Butantan salientou que o Brasil receberá dois lotes, totalizando 11 mil litros de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), até o final de abril. E que esta quantidade equivale à produção de 40 milhões de doses da vacina. “Existe a possibilidade de um adicional, mas precisamos de uma sinalização do Ministério da Saúde”, frisou.

Segundo o R7, o governador João Doria aproveitou a oportunidade também para agradecer ao país asiático por ter enviado respiradores, monitores e equipamentos de proteção hospitalar aos hospitais de São Paulo, no início da pandemia.

DISPUTA – No centro de uma disputa política com o governador de São Paulo, em busca do mérito pelo convencimento da China acerca da liberação dos insumos, o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para comemorar o feito. Um dia após a conta oficial do Planalto divulgar, na Íntegra, a carta do governo chinês confirmando o envio de insumos para o imunizante contra a Covid-19, Bolsonaro postou um emoji (figura usada para demonstrar reação) com um aperto de mãos.

Conforme o site, isto se deu após João Doria assegurar que toda a negociação foi realizada pelo Instituto Butantan e pela gestão de São Paulo, que, segundo ele, vinha tratando com a China desde maio do ano passado. O governador paulista havia contestado, por meio de sua assessoria e também pelas redes sociais, a versão do Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (25).

O texto publicado por Doria, destaca o R7, afirma que o Governo Federal não teve participação na liberação do IFA. “Não é verdade o que disse o Presidente Bolsonaro em redes sociais, de que a importação de insumos da China foi uma realização do Governo Federal”, diz a nota.

O documento também afiança que a negociação de São Paulo com o país asiático nunca foi descontinuada. “Esta negociação é continua e nunca foi interrompida, mesmo quando o Governo Federal através do presidente da República anunciou publicamente em mais de uma ocasião, que não iria adquirir a vacina por causa de sua origem chinesa. Neste período, um total de 4 lotes de vacinas e insumos foram recebidas pelo Governo de SP sem nenhuma participação do governo Bolsonaro”, assevera o governo paulista.



Política LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

CHARGE DO BOREGA

As mais lidas hoje