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Economia

Guedes defende travar todo o resto do orçamento, se Auxílio Emergencial for renovado

26 de janeiro de 2021 | 14h 55
Guedes defende travar todo o resto do orçamento, se Auxílio Emergencial for renovado
Foto: Edu Andrade/Estadão Conteúdo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, nesta terça-feira (26), que a estratégia da área econômica é levar adiante a vacinação em massa da população brasileira e aguardar a queda da taxa de mortalidade da Covid-19. Com isso, o governo pretende o retorno de um nível mais forte da atividade econômica, sem que seja necessário renovar o Auxílio Emergencial. No entanto, se houver atraso no calendário de imunização e agravamento da pandemia, exigindo a renovação do benefício, o plano, segundo o gestor, é contingenciar os demais gastos.

Conforme o G1, Guedes salientou é preciso cautela com o chamado “orçamento de guerra”. Aprovada em 2020, a medida permitiu o investimento bilionário em ações de combate à pandemia, dentre elas o pagamento do Auxílio Emergencial a trabalhadores informais. “Não pode ficar gritando guerra toda hora. Tem de ter muito cuidado”, advertiu.

O ministro condicionou a continuação do benefício a cortes nas verbas de setores essenciais. “Quer criar o Auxílio Emergencial de novo? Tem de ter muito cuidado. Pensa bastante, pois, se fizer isso, não pode ter aumento automático de verbas para Educação, para Segurança Pública, pois a prioridade passou a ser absoluta, é uma guerra. Aqui, é a mesma coisa, se apertar o botão ali, vai ter de travar o resto todo. Então vamos observar a economia, a saúde, os dois andam juntos, e esperar pelo melhor”, alertou.

Partidos de oposição e até aliados do governo têm defendido uma nova rodada do Auxílio Emergencial. Mas o presidente Jair Bolsonaro vem dizendo que não é possível pagar o benefício, em 2021, em função da disparada do endividamento público, no ano passado.

SEM REAJUSTE – Conforme o G1, dentre as medidas para cortar gastos, caso o benefício seja renovado, Paulo Guedes, além de defender que não haja aumento automático de recursos para a Educação e Segurança Pública, também é a favor de que servidores públicos continuem sem reajuste salarial.

No entendimento do ministro, o preço da “guerra” precisa ser pago. “A classe política tem de assumir a responsabilidade pelos orçamentos. Se ela apertar o botão vermelho, de emergência, não é só pegar o dinheiro e sair correndo. Tem de fazer todo o protocolo de sacrifício, por anos. Se você está em guerra, não tem distribuição de medalha antes da guerra acabar, ou seja, não pode ter aumento de salário enquanto não passar um, dois anos depois da guerra. Tem de pagar o custo da guerra, não pode empurrar isso para as futuras gerações”, argumentou.

Insistindo na comparação da pandemia com um cenário de guerra, Guedes disse que liberar uma nova rodada de Auxílio Emergencial, com alto impacto nos gastos públicos, seria como disparar uma bomba atômica. “Tem o botão vermelho. Se apertar, prepara, destruiu o outro lado, mas vai ter desastre ambiental para tudo quanto é lado, pois o outro lado também dispara. Vai ser o caos”, avisou.

De acordo com o site, para levar adiante esse plano, o gestor da pasta da Economia afirmou que é preciso incluir na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo, que ainda não foi votada, uma “cláusula de calamidade pública”. “É um caso agudo de emergência fiscal. Desindexa, desvincula, trava sua despesa lá e, em um ano ou dois, o aumento natural da receita resolve a situação”, observou.



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