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Segurança

PF cumpre mandados em Serrinha; operação combate supostos desvios na Saúde

30 de Novembro de 2021 | 11h 44
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PF cumpre mandados em Serrinha; operação combate supostos desvios na Saúde
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), mais uma fase da Operação Saturação, que investiga fraude a licitações e sobrepreço/ superfaturamento, crime de responsabilidade e corrupção passiva e ativa no setor da Saúde. Os mandados estão sendo cumpridos na cidade baiana de Serrinha e foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e pelo Juízo da 3º Vara Criminal Federal de Feira de Santana.

De acordo com o Bahia Notícias, a PF informou que a operação teve início em novembro do ano passado, quando um grupo de agentes públicos municipais passou a ser alvo de investigação, por suspeita de desvio de grande quantia de dinheiro público.

O esquema empreendido pela quadrilha permitia que milhões de reais saíssem dos cofres públicos, de maneira dolosa, através de contratos sem licitação. O grupo fez com que o Município de Serrinha contratasse, ilegalmente, por três vezes, uma empresa de fachada formalmente sediada em Manaus.

Conforme a PF, em março de 2020, a empresa manauara foi contratada pela prefeitura de Serrinha por duas vezes: a primeira para proceder com o fornecimento de monitores paramétricos de sinais vitais e de bombas de infusão; a segunda para o provimento de ventiladores pulmonares. Um mês depois, ela foi novamente contratada. No entanto, desta vez, para fornecer máscaras de proteção facial.

Fruto de uma parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), a Operação Saturação identificou superfaturamento dos produtos supostamente fornecidos pela empresa de Manaus.

Segundo o Bahia Notícias, também foram descobertos fortes indícios de fraude nas três dispensas de licitação abertas pelo Município de Serrinha. Quanto aos ventiladores pulmonares e bombas de infusão, contratados por R$ 724 mil, os investigadores apuram se os equipamentos foram efetivamente entregues à prefeitura.

Por meio de nota, a PF disse que "até o presente momento, diante da indisponibilidade de informações e documentos, desconhecem-se as marcas, as especificações, o estado de conservação e até mesmo a quantidade de ventiladores supostamente fornecidos pela empresa contratada". Em função disso, diz o documento, "não há como se aferir se houve sobrepreço".

O órgão salientou, ainda, que, sobre os monitores multiparamétricos, apurou-se um sobrepreço de 446,27% e suspeita de uso de empresa "noteira" para inflar o valor dos produtos. Quanto às máscaras, apurou-se um sobrepreço de 118%.



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