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Novas estratégias para viabilizar o Aeroporto de Feira de Santana foram tema de reunião com classe empresarial

02 de Dezembro de 2021 | 10h 48
Novas estratégias para viabilizar o Aeroporto de Feira de Santana foram tema de reunião com classe empresarial
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Novas estratégias para melhorar a viabilidade do Aeroporto Governador João Durval Carneiro, localizado em Feira de Santana, foram discutidas, na noite desta quarta-feira (1º), em uma reunião entre a classe empresarial do município e representantes de órgãos de comunicação.

De acordo com o portal de notícias Acorda Cidade, o centro do debate foi a atual situação do equipamento, que continua subaproveitado. A iniciativa do projeto é do Grupo Executivo para Captação de Recursos e Investimentos, coordenado pelo prefeito, Colbert Martins Filho, e pelo vice-prefeito de Feira de Santana, Fernando de Fabinho.

O evento contou com a participação do professor José Renato Sena, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que falou sobre as potencialidades do aeroporto local. Em entrevista ao Acorda Cidade, ele destacou que a comunidade feirense ainda sabe muito pouco sobre a funcionalidade do equipamento. "A impressão que a gente tem, quando comenta sobre o aeroporto, é que as pessoas não possuem uma ideia do potencial que o local tem, ou seja, na prática, a cidade não faz ideia do potencial que o aeroporto tem a oferecer", observou.

O docente enfatizou, ainda, que o espaço é um modal aéreo com grande vocação logística e que sua localização faz dele um ponto estratégico. "É algo que a cidade não pode deixar de ter e precisa trabalhar nesse sentido", frisou, salientando que, "atualmente, existe um contrato de concessão, e nele, são identificadas as obrigações que cada parte possui. Aqui, mostramos exatamente a cópia destas obrigações que estão previstas em edital", afirmou.

Segundo Renato Sena, nesse momento, é imprescindível dialogar com o Estado, com o propósito de tornar o equipamento mais atrativo. "Focando na prefeitura, o que ela precisa fazer nesse momento? Viabilizar novos acessos para o aeroporto, fazendo com que ele se torne mais atrativo. Que o Município tenha um diálogo com o Estado, com a concessionária, visando oferecer a possibilidade de atrair mais companhias aéreas e viabilizar este aeroporto, porque quem ganha é a cidade", destacou.

Ainda de acordo com o professor, uma das possibilidades de abertura de acesso ao aeroporto que o município tem é prolongar a Avenida Ayrton Sena. "Quando a pessoa pega o mapa de Feira de Santana e verifica a posição do aeroporto, o acesso que dá a melhor ligação até o local é a continuidade da Avenida Ayrton Sena. É disso que estamos falando: criamos um prolongamento dela, até porque a duplicação segue até um pouco depois do Cemitério São João Batista, e, nesse caso, seria preciso fazer algumas desapropriações nas proximidades da Avenida Anchieta, criando, assim, um novo acesso até o aeroporto", avaliou.

Para Renato Sena, a Avenida Sérgio Carneiro não seria uma boa escolha. "Aquele trecho é estreito, possui bastante quebra-molas. É a via que faz a ligação com Coração de Maria e possui algumas restrições. Então, como não há a possibilidade de fazer expansão, porque as casas estão muito próximas da pista, a melhor solução, nesse caso, seria a Ayrton Sena", explicou.

Também em entrevista ao Acorda Cidade, o superintendente e diretor técnico operacional do aeroporto, André Sena, disse que, além da classe empresarial presente nas discussões sobre o futuro do aeroporto, é necessário que a população também possa abraçar os novos projetos. "Este evento foi, realmente, muito brilhante, pois, aqui, tratamos sobre a questão do aeroporto, apresentando dados realmente técnicos. Foram apresentados números que demonstram, cada vez mais, que o aeroporto é viável e que é possível continuar com esta viabilidade. Mas não podemos fazer esses encontros apenas com os empresários; é necessário que a população também possa estar presente, para que abrace o nosso empreendimento, porque ele é de suma importância para a cidade, além de ser uma porta de entrada para o município", frisou.

O gestor enfatizou, ainda, que, atualmente, a situação operacional do aeroporto não possui restrição. "Temos o balizamento funcionando quando solicitado à noite. Temos a estação meteorológica disponível, equipamentos sofisticados e equipes que trabalham 24 horas. Hoje, só temos aviação de pequeno porte, ou seja, avião particular. Só no mês de outubro, tivemos quase 100 operações, aqui, no aeroporto", enumerou.

O vice-prefeito, Fernando de Fabinho, afirmou, por sua vez, que Feira de Santana se tornou uma nova cidade após a inclusão do aeroporto. "Entendemos que esse é um ponto muito importante para o desenvolvimento de Feira de Santana, porque, hoje, a cidade é diferente sem o aeroporto. Estamos vendo Vitória da Conquista, que tem a metade da nossa população, com um ótimo crescimento econômico, nos dois últimos anos", comparou, tomando por base o funcionamento do equipamento da outra cidade.

Fernando de Fabinho, no entanto, disse que é preciso realizar planejamento e pensar as desapropriações necessárias para viabilizar o espaço. "Hoje, aqui, precisamos ter uma nova companhia aérea, mas a gente também precisa pensar no futuro, porque podemos ter a empresa Gol, a Azul, a Latam, mas não adianta colocar um avião, agora, e, amanhã, essa empresa ter que colocar mais dois, três aviões e o nosso aeroporto não ter espaço para isso. Então, se não tiver a desapropriação, para começar a viabilizar, não iremos para lugar nenhum. Essa é a nossa prioridade, ampliar toda a pista, para que tenhamos a capacidade de poder operar sem muitos problemas", concluiu.



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