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Economia

Exportações baianas recuam 19,8% em janeiro

09 de fevereiro de 2015 | 10h 52
Exportações baianas recuam 19,8% em janeiro

As exportações baianas registraram queda de 19,8% em janeiro, alcançando US$ 546,7 milhões, contra US$ 894,4 milhões em igual mês de 2014, apesar do aumento de 3,4% no volume físico embarcado (quantum) e da desvalorização média nominal de 9% do real frente ao dólar em 2014. O fator preponderante para a desaceleração das exportações em janeiro continua sendo a queda dos preços dos produtos exportados pelo estado, principalmente as commoditiesagrícolas e minerais, além dos derivados de petróleo, cujas cotações atingiram em janeiro o valor mínimo em seis anos (US$ 44 o barril). As informações foram apuradas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan).

A contração dos preços internacionais do petróleo e seus derivados que chegou a 48,2%, no mês passado, além de produtos importantes para a pauta do estado, como celulose (-19,7%), petroquímicos (-10%), soja (-17,6%) e algodão (-16,1%), dentre outros, neutralizou os ganhos obtidos com o aumento dos embarques.

Como conseqüência da atividade econômica global, que vem gerando excesso de oferta em alguns setores, também houve redução do volume exportado, nos três principais segmentos de exportação do mês: o petroquímico, cujos embarques encolheram 7,8%, o de papel e celulose em 29,1% e o metalúrgico em 18,3%.

O desempenho positivo no mês ficou por conta das vendas do setor automotivo - vilão da balança comercial baiana em 2014 - que retomaram crescimento, com aumento de 358,7%. Esse incremento substancial ocorreu tanto por embarques maiores à Argentina, Chile e Uruguai, assim como pela base de comparação muito baixa no ano passado, quando as dificuldades cambiais no país vizinho, serviram de pretexto para barreiras injustificáveis aos produtos brasileiros.

Arthur Cruz, coordenador de Comércio Exterior da SEI, avaliou o resultado: Os números de janeiro não deven ser tomados como tendência para o ano, já que há uma série muito grande de fatores que influenciam o desempenho das exportações. O câmbio e a retomada da economia americana tem impacto positivo, enquanto que a queda nos preços das commodities e as incertezas quanto ao crescimento da União Européia, Argentina e China podem atrapalhar esse desempenho”.

Importações em alta - As importações baianas permaneceram em alta, mantendo o comportamento registrado ao longo de 2014, quando cresceram 4,6%. As compras externas alcançaram em janeiro US$ 894,4 milhões com incremento de 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Os combustíveis, assim como em 2014, puxaram as importações em janeiro com alta expressiva de 86,8% sobre janeiro do ano anterior. Esse aumento ocorreu tanto por conta das compras de Gás Natural Liquefeito (GNL), no valor de US$ 129 milhões – cada vez mais necessário para o suprimento de usinas térmicas –, como pelo incremento de 34% nas compras de nafta para a petroquímica e de 176% nas de querosene.

Cobre, insumos para a indústria química, peças e equipamentos para a indústria automotiva, trilhos para a Fiol e bens de capital foram os outros produtos/segmentos que pressionaram as compras em janeiro. Esse perfil de importações visa atender ao aumento da produção industrial via reposição de estoques e a ampliação ou realização de novos investimentos industriais e logísticos.

Com os resultados de janeiro, a balança comercial do estado registrou déficit de US$ 347,7 milhões, o que é bastante superior ao déficit registrado em janeiro de 2014 que foi de US$ 78,3 milhões. Além das causas já apontadas, o saldo negativo registradodeve-se também a movimentos típicos do primeiro mês do ano, quando são registradas menos exportações, devido à entressafra, férias coletivas, e aumento nas importações por causa da reposição de estoques.

FONTE: ASCOM SEI



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