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Economia

Receita com exportações cai 10,2% na Bahia

11 de agosto de 2015 | 11h 36
Receita com exportações cai 10,2% na Bahia
De janeiro a julho, as exportações baianas somaram US$ 4,33 bi, segundo levantamento da SEI

A queda no preço das commodities fez as receitas com exportações baianas caírem 10,2% em julho, segundo informe divulgado nesta segunda-feira, 10, pela SEI (Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia ). Apesar de exportar um volume 21,2% maior do que o mesmo período do ano passado, as receitas diminuíram por causa da redução em 26% dos preços dos principais produtos voltados ao mercado externo.

Segundo o coordenador de comércio exterior da SEI, Arthur Souza Cruz, a conjuntura internacional, como a recessão na Europa e o preço do petróleo por causa da grande oferta de gás de xisto, derrubaram os preços dos principais commodities exportados pelo estado.

"O petróleo este ano atingiu os niveis mais baixos desde as crises dos anos 1980 e 1990. Todo esse cenário adverso  tem conspirado contra os preços de exportação na Bahia. Petróleo, óleo diesel, petroquímicos, soja, minerais e celulose foram itens importantes que vêm sofrendo desvalorização acentuada em seus preços", afirma Cruz.

Além dos preços, a parada de produção na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em fevereiro, reduziu em 32% os embarques de derivados de petróleo no acumulado do ano.

Países

A situação econômica dos países que recebem exportações da Bahia é apontada como uma das causas para a queda das exportações pelo  coordenador de comércio exterior da SEI.  "A Argentina enfrenta uma crise com a redução da importação de produtos brasileiros para gerar saldo", afirma Arthur Souza Cruz.

O país é o segundo maior parceiro da Bahia. Em julho, as exportações para a Argentina caíram  17% nas vendas, nos produtos principais, como petroquímicos, automóveis, derivados de petróleo, calçados e produtos agrícolas. Para a União Europeia (UE) , as exportações caíram 20%.

"Não é so o Brasil que está em crise. A queda no crescimento chinês  pautou muito para o comércio exterior. Como o mundo esta crescendo menos, a China  vem comprando menos. E o principal mercado da Bahia é a China, desde 2012. Ela vende matéria-prima, e exportamos soja, cobre, petroquímicos, celulose e produtos metalúrgicos".

Para o professor de economia internacional e brasileira da Ucsal, Nei Cardim, a crise internacional é agravada no Brasil com os escândalos de corrupção da Operação Lava Jato na Petrobras e a fuga de investidores estrangeiros do país.

"O Brasil só não teve uma queda maior porque somos os maiores produtores de grãos e os produtos agrícolas nos salvaram de um déficit gigantesco na balança comercial. Se não fosse a vocação brasileira de produzir grãos, o reflexo seria muio pior. Se compra menos, a gente vende menos e a crise se espalha em todos os paises", afirma Nei Cardim.

Importações

As importações baianas também sofreram queda em julho, de 20,3%. "As importações vêm sofrendo com a recessão interna. As importações são produtos intermediários, insumos e matéria-prima para o processo industrial. Por causa da queda na indústria, vem tendo uma queda nas exportações", afirma o especialista da SEI.

Em julho, a balança comercial fechou negativa em US$ 6,2 milhões. No acumulado do ano, de janeiro a julho, o déficit chegou a US$ 1,1 bilhão.

FONTE: A Tarde



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