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André Pomponet

Absolvição de Lula mudará cenário político baiano?

André Pomponet - 15 de Abril de 2021 | 20h 30
Absolvição de Lula mudará cenário político baiano?
Foto: Sérgio Lima/Poder360

O Supremo Tribunal Federal, o STF, confirmou hoje (15) a anulação dos processos contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, caso queira, Lula pode se candidatar em 2022, já que não ostenta mais a condição de ficha-suja. A decisão não muda só o cenário das eleições presidenciais – Jair Bolsonaro, o “mito”, tem agora um adversário que visivelmente o amedronta –, mas repercute também nos estados. Aqui na Bahia não é diferente.

Até esta decisão, o consórcio que sustenta o PT no governo da Bahia exibia trincas e alguns apostavam na sua dissolução. Otto Alencar (PSD) assumira uma pré-candidatura ao governo do estado; o PP do vice-governador João Leão caminhava para firmar uma aliança com ACM Neto (DEM), ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo baiano, segundo especulações; e o PT parecia isolado, apostando na candidatura do senador e ex-governador Jaques Wagner.

A candidatura de Lula – muitos apostam – vai induzir à manutenção do arranjo: Otto Alencar recuará, mantendo a postulação ao senado; Jaques Wagner, apesar do visível desgaste dos 16 anos de PT, firma-se como candidato único da situação; e o PP? Acomoda-se, mantendo sua vaga na composição em tese favorita. É no que apostam os petistas mais otimistas. Tudo por conta da ampla popularidade de Lula na Bahia.

O mais prejudicado seria o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto – líder disparado em uma pesquisa recente –, que veria sua candidatura ficar menos atrativa para os dissidentes do petismo, que fortaleceriam suas pretensões. Mesmo assim, sua administração bem avaliada em Salvador, seu discurso de novidade no cenário político estadual e o desgaste natural do petismo sustentam sua condição de candidato competitivo.

Afora essas duas pré-candidaturas, há especulações sobre uma hipotética candidatura aliada a Jair Bolsonaro. Falam no ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), mas cogitam-se nomes bizarros também. Tudo indica que o candidato do “mito” não vai chegar nem perto de dissolver a polarização entre ACM Neto e Jaques Wagner.

Ambos são políticos talentosos e administradores experientes. Tudo indica que os eleitores baianos não farão uma opção desastrada por uma aventura chancelada pelo “mito” Jair Bolsonaro. Para o bem da Bahia.

E na Feira de Santana? Como vai ser a repercussão no cenário político? 



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