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  • Feira de Santana, segunda, 02 de agosto de 2021

Segurança

Segurança do Atakarejo é preso e polícia faz busca no supermercado, após morte de homens que furtaram carne

10 de Maio de 2021 | 10h 40
Segurança do Atakarejo é preso e polícia faz busca no supermercado, após morte de homens que furtaram carne
Foto: Alberto Maraux/SSP-BA

Um segurança do supermercado Atakarejo foi detido, na manhã desta segunda-feira (10), em Salvador, durante operação que investiga os assassinatos de Bruno e Yan Barros da Silva. Tio e sobrinho foram entregues a um grupo de traficantes, para serem torturados e mortos, após serem flagrados tentando furtar pacotes de carne seca do estabelecimento. Funcionários da loja estão implicados, segundo as investigações.

Conforme o G1, outras três pessoas também foram presas por suspeita de envolvimento no caso. A polícia informou que os homens detidos também são suspeitos de atuarem como narcotraficantes. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos tanto no supermercado quanto em casas localizadas no complexo de bairros que formam o Nordeste de Amaralina.

A delegada Zaira Pimentel, responsável pela investigação, disse que, no supermercado, o intuito era colher provas através de computadores, documentos e outros aparelhos eletrônicos. A polícia também cumpriu mandados nos bairros da Mata Escura e Fazenda Coutos, em Salvador, e no município de Conceição do Jacuípe. O G1 informou que tentou contato com o grupo Atacadão Atakarejo, mas que não obteve retorno.

O crime aconteceu no dia 26 de abril, mas, conforme a reportagem, apenas na última quinta-feira (6), o Atakarejo informou que os seguranças envolvidos no caso foram afastados. A família das vítimas afirmou que Bruno e Yan foram entregues a uma facção criminosa do bairro do Nordeste de Amaralina, pelos funcionários do supermercado.

Segundo o G1, na sexta-feira (7), o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) pediu a prisão preventiva das pessoas implicadas nos assassinatos. Não há detalhes sobre a quantidade de envolvidos. As identidades também não foram reveladas. O MP também solicitou a prisão preventiva de prepostos do supermercado, por terem contribuído com duplo homicídio.

A Operação Retomada contou com a participação de cerca de 50 equipes, compostas por 200 policiais civis, policiais militares, membros da Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

O CASO - Na noite do dia 26 de abril, Bruno e Yan foram encontrados mortos em uma localidade conhecida como Polêmica, situada na capital baiana. Segundo a Polícia Civil, eles foram torturados e morreram por disparos de arma de fogo, inclusive no rosto. O G1 informou que, naquela ocasião, a polícia acreditava que a motivação do crime estava relacionada ao tráfico de drogas.

No dia 27, no entanto, eles foram identificados. E, no dia 29 de abril, a mãe de Yan, Elaine Costa Silva, revelou que ele e o tio, Bruno, foram mortos depois de flagrados, pelos seguranças do Atakarejo, tentando furtar carne.

Ela disse, ainda, que Bruno chegou a enviar áudios a uma amiga, informando o que tinha acontecido e pedindo ajuda. Os seguranças teriam pedido uma quantia em dinheiro para não entregarem os dois aos traficantes do Nordeste de Amaralina. No áudio, Bruno também teria pedido que a amiga chamasse a Polícia Militar (PM), o que a jovem alega ter feito.

No entanto, conforme o G1, a 40ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) informou que não foi acionada para atender a ocorrência, mas que deslocou uma equipe ao bairro de Amaralina assim que soube, por populares, que teria ocorrido um possível furto no supermercado. A unidade salientou que os funcionários do estabelecimento não confirmaram o fato.

No dia 30 de abril, parentes e amigos de Bruno e Yan se reuniram, em manifestação, na rua onde eles moravam, em Fazenda Coutos. Depois, protestaram em frente do Atacadão Atakarejo, localizado no mesmo bairro. Segundo o G1, o grupo bloqueou a rua que fica próxima à Base Comunitária da PM, clamando por justiça. A mãe de Bruno Barros, Dionésia Pereira, passou mal durante o ato. Em seguida, os manifestantes entraram no supermercado, munidos de cartazes com frases de protesto.

Na ocasião, o Atakarejo ressaltou que é cumpridor da legislação vigente e que atua com a obediência às normas legais, não compactuando com qualquer ato em desacordo com a lei. Afirmou, ainda, que os fatos questionados envolvem segurança pública e que, certamente, seriam investigados e conduzidos pela autoridade pública competente.

Também no dia 30, diz o G1, o Ministério Público informou que, ao tomar conhecimento das circunstancias em que Bruno Barros e Yan Barros foram mortos, adotou as providências cabíveis, naquela fase preliminar de apuração, autuando uma notícia de crime e encaminhando ao Núcleo do Júri da Capital.



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