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Bahia

Bahia registra 1º semestre com mais óbitos e menos nascimentos da história

12 de Julho de 2021 | 10h 03
Bahia registra 1º semestre com mais óbitos e menos nascimentos da história
Foto: Arisson Marinho/Correio

Os cartórios baianos notificaram o registro do primeiro semestre com mais óbitos e menor número de nascimentos de toda a história do estado. Segundo o portal de notícias Correio, os dados são da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) e, certamente, têm relação com a pandemia de Covid-19, que, somente na Bahia, já fez mais de 24,7 mil vítimas fatais, impondo temor a quem planejava constituir família.

A diferença recorde entre nascimentos e óbitos altera a demografia e, conforme o site, poderá impactar a economia, no futuro. Os cartórios baianos registraram, até o final de junho, 52.834 mortes provocadas por causas diversas. Maior número da história para um primeiro semestre, esse dado é, também, 22% maior do que o ocorrido no mesmo período de 2020, quando a pandemia completava quatro meses no Brasil.

Se comparado a 2019, é possível constatar que o aumento no número de mortes foi de 18,4%. Segundo o Correio, os dados são compilados pelos cartórios desde 2003.

O presidente da Arpen-BA, Daniel Sampaio, enfatiza que, na prática, os nascimentos, que vinham em constante evolução, desaceleraram significativamente, ao passo que as mortes, que vinham avançando na mesma proporção do crescimento populacional, aumentaram exponencialmente.

De acordo com o Correio, com relação aos nascimentos, a Bahia registrou o menor número de nascidos vivos em um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2003. Até o fim de junho, foram registrados 89.960 nascimentos, número 18% menor que a média de nascidos no estado desde 2003, e 2% menor do que no ano passado. Com relação a 2019, o número de nascimentos caiu 13%.

Na avaliação de Daniel Sampaio, a constatação não é outra senão a de que as famílias ficaram receosas de realizar o planejamento familiar. "Neste período de intranquilidade no país, provavelmente as pessoas entenderam que o tempo é arriscado para a saúde de bebês, grávidas e puérperas, o que fez com que casais adiassem ou desistissem do plano de ter filhos", acredita.

Esse "desbalanço", na opinião do gestor, pode, futuramente, gerar consequências negativas e desestabilizar o desenvolvimento econômico do país. Isto porque, segundo ele, quando fatores como a Covid-19 influenciam negativamente na demografia, abre-se a possibilidade de risco para o avanço, podendo ocasionar problemas como a oneração da previdência e a falta de mão de obra qualificada no mercado de trabalho.

O resultado da equação entre o maior número de óbitos da série histórica em um primeiro semestre versus o menor número de nascimentos da série no mesmo período é conforme o Correio, o menor crescimento vegetativo da população em um semestre na Bahia, aproximando, como nunca antes, o número de nascimentos do número de óbitos.

A diferença entre nascimentos e óbitos que sempre esteve na média de 72.276 mil nascimentos a mais caiu para, apenas, 37.126 mil, em 2021. Este quantitativo indica uma redução de 49% na variação em relação à média histórica. Em relação a 2020, a queda foi de 23%. Tomando por base 2019, a baixa foi de 37%.



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