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Segurança

Precisa Medicamentos é alvo de operação da PF; empresa intermediou contrato de vacina com o Governo Federal

17 de Setembro de 2021 | 10h 49
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Precisa Medicamentos é alvo de operação da PF; empresa intermediou contrato de vacina com o Governo Federal
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (17), uma operação de busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos, em Barueri e Itapevi, cidades localizadas no estado de São Paulo. Os agentes cumprem solicitação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pelo Senado Federal para apurar ações e omissões no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil. A decisão foi proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro Dias Toffoli.

De acordo com a Agência Brasil, por meio de nota, a alta cúpula da CPI, formada pelo presidente, Omar Aziz (PSD-AM), pelo vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), informou que o objetivo da operação é buscar e apreender documentos com dados relativos ao contrato entre a Precisa Medicamentos e a empresa indiana Bharat Biotech.

Conforme a publicação, "a CPI buscou, de todas as formas, a obtenção dessas informações junto à empresa e ao Ministério da Saúde, não obtendo êxito". Em função disso, os senadores justificaram que o órgão entendeu que se fazia necessário acionar os mecanismos judiciais.

Histórico - A Precisa Medicamentos intermediou o contrato entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica Bharat Biotech para a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin. O custo seria de R$ 1,6 bilhão. A empresa, entretanto, entrou na mira da CPI da Pandemia, após denúncias de irregularidades no contrato. O acordo foi cancelado, pelo Ministério da Saúde, no mês de agosto.

Ainda segundo a Agência Brasil, os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, responsáveis pela defesa da empresa, classificaram como "inadmissível, num estado que se diz democrático de direito, uma operação como essa de hoje". Contrariamente ao que a afirmou a cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito, a Precisa diz que entregou "todos os documentos". Além disso, alega que três representantes da empresa prestaram depoimento ao colegiado.

A defesa argumenta, ainda, que os representantes da Precisa, sempre que intimados, prestaram depoimentos à Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU), além de terem entregado toda a documentação ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU). "A operação de hoje é a prova mais clara dos abusos que a CPI vem cometendo, ao quebrar sigilo de testemunhas, ameaçar, com prisões arbitrárias, quem não responder às perguntas conforme os interesses de alguns senadores com ambições eleitorais e, agora, até ocupa o Judiciário com questões claramente políticas, para provocar operações espalhafatosas e desnecessárias", declarou.

Para os advogados, a "CPI, assim, repete o modus operandi da Lava Jato, com ações agressivas e midiáticas". Segundo eles, "essa busca e apreensão deixará claro que a Precisa Medicamentos jamais ocultou qualquer documento".



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