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Saúde

Mais de 20 doações de órgãos no HGCA

25 de janeiro de 2015 | 18h 29
Mais de 20 doações de órgãos no HGCA
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, conseguiu captar, em 2014, 22 pacientes para doações de órgãos. De acordo com o médico André Guimarães, esses pacientes originaram diversos órgãos, que variam desde córneas a fígado. A média mensal de doações varia de uma a duas captações por mês, o que, de acordo com o médico, incorreu no aumento significativo da capitação de órgão de 2013 para 2014.
 
A principal dificuldade enfrentada pelo setor, segundo André Guimarães, é a falta de conhecimento no diagnóstico da morte encefálica e no entendimento de que quando o cérebro morre, os órgãos não funcionam mais da forma adequada. “Existe um período que aqueles órgãos funcionam de forma adequada e, sem sombra de dúvida, pode ajudar quem está na fila aguardando uma doação”, afirmou.
 
O médico explicou que a doação pode ser feita após o diagnóstico da morte encefálica. Segundo ele, caso o paciente não tenha contra-indicações para a doação, a família é acionada e se um parente de primeiro grau der a autorização, é feita a captação dos órgãos. “Após a captação, os órgãos são distribuídos para todo o Brasil levando em consideração uma fila que existe pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde são priorizados os pacientes mais graves, além de outros fatores”, afirmou.
 
Ainda de acordo com o médico André Guimarães, quando existe um diagnóstico para a doação de órgãos, é feita uma sorotipagem do paciente para saber qual o tipo sanguíneo, além de outros marcadores. “Depois procuramos pessoas em todo o Brasil que tenha o tipo de sangue compatível com aquele paciente que vai doar os órgãos. Uma vez sendo compatível, existe a fila, onde os pacientes mais graves são priorizados”, destacou.
 
Fila de espera em Feira de Santana
 
Em Feira de Santana a fila de espera é longa, com muitos pacientes aguardando transplante renal, entre outros. Segundo André Guimarães, alguns pacientes aguardam em suas casas e outros em hospitais. “Hoje as maiores demandas se dão através dos rins e do fígado. Esses são os órgãos que temos maiores dificuldades de transplante, sem falar no transplante cardíaco”, informou.
 
No estado da Bahia, houve o aumento do número de transplantes, de modo geral. Em Feira de Santana existe a perspectiva do retorno dos transplantes feitos na cidade. “Isso vai ser um avanço imenso para a medicina feirense e vai ser iniciado o trabalho no primeiro semestre de 2015 na Santa Casa”, disse o médico André Guimarães.
 
 
Fonte Acorda Cidade


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