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Educação

Mães elogiam escola, mas reclamam do transporte

JULIANA VITAL - 24 de março de 2015 | 10h 11
Mães elogiam escola, mas reclamam do transporte
Elizabeth empurra cadeira do filho pela rua sem pavimentação: ônibus são poucos e cheios

Para as mães dos alunos, a escola chegou em boa hora. Muitas confessam que nunca viram uma estrutura parecida e estão satisfeitas. “Não tenho o que dizer da escola, ela chegou para melhorar a vida das nossas crianças”, afirma Elizabeth Pereira Santos, 33 anos, dona de casa, com dois filhos matriculados.

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Um deles é cadeirante. Como eles moram na Caraíbas, região próxima ao Campo do Gado, a grande dificuldade é a falta de transporte para o menino estudar. Ela empurra Lucas Santos de Jesus Lopes, 13 anos, na cadeira de rodas por cerca de 2 km, subindo e descendo três ladeiras no trajeto repleto de mato em volta.  “Esta é a minha única dificuldade. Eu peço que as autoridades olhem por nós, porque como mãe de um cadeirante, vivo uma luta diária para manter ele na escola. O caminho pra cá é doloroso, a volta pra casa é até pior, no sol forte de quase meio dia”, lamenta.

Muitos pais buscam os filhos na escola com motocicletas, bicicletas e até mesmo a pé. É o caso de Rubenice, que tem dois filhos matriculados, Larissa e Davi. “O difícil aqui é a questão do transporte. Quem mora na Amaralina e na Maria Angélica dá pra vir andando para a escola, mas pra quem mora no Campo do Gado, Gabriela II e Gabriela III  fica distante, porque só temos dois ônibus que fazem esta rota pra cá: o Gabriela via Homero e o Gabriela via Solar da Princesa, mas demora muito de passar”.

A escola fica na parte mais baixa do bairro, no final de uma grande ladeira, bem próxima dos condomínios do programa Minha Casa Minha Vida entregues pela presidente Dilma no mês passado. Da escola, inclusive, a vista é “privilegiada” para o aterro sanitário. “Com o condomínio o número de passageiros aumenta, os ônibus passam lotados e demoram de passar”, afirma Rubenice.

De acordo com a secretaria de Educação, o transporte escolar só é feito para a zona rural. Sobre o transporte coletivo urbano, o secretário municipal de Transportes e Trânsito, Ebenezer Tuy, informou que a secretaria vai tomar informações sobre as demandas da comunidade para tentar adequar o número de carros à linha e também os trajetos para atender aos alunos, funcionários e professores da escola. Sobre a mãe do aluno cadeirante, o secretário informou que entrará em contato com ela para tentar buscar uma solução sobre o caso.

A frente da escola não possui rampa para melhor acessibilidade dos alunos



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