A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) determinou corte de 25% nas despesas de custeio em todas as 52 unidades do SUS geridas pelo governo baiano na capital e interior.
A medida atinge hospitais gerais, maternidades, centros de referência e de atendimento médico de emergência. A lista de gastos que serão reduzidos inclui água, energia, telefone, compras de equipamentos, mão de obra terceirizada e folha de pagamento.
A decisão já foi informada pelo secretário Fábio Vilas-Boas a dirigentes da cúpula da Sesab e dos maiores hospitais da rede estadual. Entre os quais, HGE, Roberto Santos e Menandro de Farias. Nas reuniões, realizadas de forma gradual desde o começo da semana, os diretores das unidades são avisados por Vilas-Boas de que ou cumprem a ordem de enxugar custos ou serão substituídos.
O corte foi decidido em uma reunião conjunta entre o governador Rui Costa (PT), Fábio Vilas-Boas e os secretários da Administração, Edelvino Góes, e da Fazenda, Manoel Vitório. A meta é reduzir o atual déficit de R$ 650 milhões na Sesab - meio bilhão de reais acumulado até 2014, mais R$ 30 milhões que são adicionados mensalmente à conta negativa. Um dos reflexos da asfixia financeira na Sesab foi a suspensão de cirurgias eletivas no Roberto Santos por falta de soro fisiológico.