O Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), mais conhecido como
Hospital da Mulher, promoveu um encontro, na manhã desta quarta-feira (20), com
todas as mulheres selecionadas para a realização de cirurgia de gigantomastia,
isto é, de redução de mama gigante.
Ao todo, são 64 pacientes de grau cinco, provenientes do
último mutirão. Elas já passaram pelas primeiras etapas de avaliação, de acordo
com os critérios do Programa de Gigantomastia (Proeg). Também participaram do
evento mulheres que realizaram a operação entre 2020 e 2021.
De acordo com o cirurgião plástico César Kelly, coordenador
do programa, o encontro serviu para dar mais tranquilidade às candidatas que
serão operadas. "O objetivo desse encontro foi tranquilizar as mulheres
selecionadas e que aguardam a cirurgia. Devido à pandemia de Covid-19, tivemos
que reduzir os procedimentos", afirmou.
O médico disse que, devido o peso dos seios, as mulheres
apresentam problemas de saúde, como dores nos ombros e na lombar. Além disso,
costumam relatar insatisfação sexual e problemas emocionais. "Nós queremos
recuperar a dignidade feminina, o equilíbrio psíquico e a saúde delas. Somos
uma equipe motivada pelo sorriso e pela emoção nos olhos dessas mulheres, a
cada cirurgia que fazemos", disse o medico.
250
operadas - O
Programa de Gigantomastia foi implantado, em 2013, no Hospital da Mulher.
Durante esse período, a iniciativa já beneficiou 246 mulheres feirenses, todas de
baixa renda. Cerca de 1,2 mil passaram por avaliação.
A diretora presidente da Fundação Hospitalar de Feira de
Santana (FHFS), Gilberte Lucas, enfatizou que a meta é operar todas as
feirenses do último mutirão, que já passaram por todas as etapas de avaliação e
que atendem às exigências do programa, até o início do próximo ano. "É uma
vontade do prefeito e uma prioridade nossa ampliar as cirurgias eletivas, como
as de ginecologia e das mamas, a fim de evitar que sejam futuras pacientes de
urgência e emergência", destacou a gestora.
AUTOESTIMA - Ana Paula Araújo Santana, de 36 anos,
é uma das contempladas do projeto. Ela disse que, além de comprometer sua
saúde, os seios grandes afetam sua autoestima. "Eu vivo à base de remédios, por
conta das dores nos ombros e na cervical", contou, enfatizando que se sente mal
com o próprio corpo. "É muito difícil achar um biquíni, uma roupa que caiba em
mim. Além disso, as pessoas ficam olhando, impressionadas, o que me causa
constrangimento", observou.