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Saúde

Selecionadas para cirurgia de redução de mamas serão operadas até o início de 2022, em FSA

21 de Outubro de 2021 | 09h 49
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Selecionadas para cirurgia de redução de mamas serão operadas até o início de 2022, em FSA
Foto: Fátima Brandão

O Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), mais conhecido como Hospital da Mulher, promoveu um encontro, na manhã desta quarta-feira (20), com todas as mulheres selecionadas para a realização de cirurgia de gigantomastia, isto é, de redução de mama gigante.

Ao todo, são 64 pacientes de grau cinco, provenientes do último mutirão. Elas já passaram pelas primeiras etapas de avaliação, de acordo com os critérios do Programa de Gigantomastia (Proeg). Também participaram do evento mulheres que realizaram a operação entre 2020 e 2021.

De acordo com o cirurgião plástico César Kelly, coordenador do programa, o encontro serviu para dar mais tranquilidade às candidatas que serão operadas. "O objetivo desse encontro foi tranquilizar as mulheres selecionadas e que aguardam a cirurgia. Devido à pandemia de Covid-19, tivemos que reduzir os procedimentos", afirmou.

O médico disse que, devido o peso dos seios, as mulheres apresentam problemas de saúde, como dores nos ombros e na lombar. Além disso, costumam relatar insatisfação sexual e problemas emocionais. "Nós queremos recuperar a dignidade feminina, o equilíbrio psíquico e a saúde delas. Somos uma equipe motivada pelo sorriso e pela emoção nos olhos dessas mulheres, a cada cirurgia que fazemos", disse o medico.

250 operadas - O Programa de Gigantomastia foi implantado, em 2013, no Hospital da Mulher. Durante esse período, a iniciativa já beneficiou 246 mulheres feirenses, todas de baixa renda. Cerca de 1,2 mil passaram por avaliação.

A diretora presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), Gilberte Lucas, enfatizou que a meta é operar todas as feirenses do último mutirão, que já passaram por todas as etapas de avaliação e que atendem às exigências do programa, até o início do próximo ano. "É uma vontade do prefeito e uma prioridade nossa ampliar as cirurgias eletivas, como as de ginecologia e das mamas, a fim de evitar que sejam futuras pacientes de urgência e emergência", destacou a gestora.

AUTOESTIMA - Ana Paula Araújo Santana, de 36 anos, é uma das contempladas do projeto. Ela disse que, além de comprometer sua saúde, os seios grandes afetam sua autoestima. "Eu vivo à base de remédios, por conta das dores nos ombros e na cervical", contou, enfatizando que se sente mal com o próprio corpo. "É muito difícil achar um biquíni, uma roupa que caiba em mim. Além disso, as pessoas ficam olhando, impressionadas, o que me causa constrangimento", observou.



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