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Saúde

Aumento de ocupação de leitos pediátricos reforça necessidade de ampliar a vacinação para crianças, diz Colbert Martins

06 de Dezembro de 2021 | 11h 10
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Aumento de ocupação de leitos pediátricos reforça necessidade de ampliar a vacinação para crianças, diz Colbert Martins
Foto: ACM/Secom/PMFS

Em Feira de Santana, a taxa de ocupação de leitos pediátricos para tratamento da Covid-19 é de 78%. O índice chama a atenção para o aumento dos casos da doença entre crianças e foi destacado, pelo prefeito Colbert Martins Filho, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (6), como medida necessária à ampliação da vacinação para este público.

O aumento das internações, disse o gestor, que também é médico e professor de Epidemiologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), mostra que, por ainda não terem sido vacinadas, as crianças "são potenciais transmissoras e, agora, estão apresentando infecções respiratórias, com necessidade de internação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátricos".

Em função disso, Colbert enfatizou que já solicitou a ampliação da faixa etária da vacinação ao Ministério da Saúde. Até o momento, a aplicação da primeira dose do antígeno, no município, é destinada ao público de 12 anos acima.

Na avaliação do médico Francisco Mota, ex-diretor do desativado Hospital de Campanha, é natural que ocorra esse aumento de casos na população não vacinada. "É uma preocupação, no país inteiro. Normalmente, as crianças não desenvolvem a doença na forma grave, mas são agentes de transmissão", explicou. 

Apesar disso, os dados de vacinação da população são satisfatórios. Em Feira de Santana, 470.381 mil habitantes tomaram a primeira dose do imunizante. Desse total, 392.122 estão vacinados com a segunda aplicação. Isto significa que 93% da população que deve tomar vacina já recebeu a primeira dose.

Diante dos riscos provocados pela chegada da variante Ômicron ao país, o prefeito Colbert Filho descartou a possibilidade de desobrigar o uso da máscara, mesmo em ambientes abertos. "Estamos realizando a genotipagem dos exames e, até o momento, não identificamos a variante, no município. No mundo, 18 países já confirmaram a presença da nova cepa do vírus e, no Brasil, são seis casos. Tudo indica que tem alto poder de infecção, mas de baixa letalidade. Mesmo assim, a proteção mecânica, como a máscara, ainda é necessária", alertou.

O secretário Municipal de Saúde, Marcelo Brito, comparou a quantidade de pessoas que ainda não tomaram a primeira dose com a capacidade de um estádio de futebol. "São em torno de 40 mil pessoas que precisam tomar a vacina. As medidas de prevenção, como uso da máscara e higienização das mãos, são muito importantes, mas a vacina é extremamente eficaz. Então, peço a quem ainda não se vacinou que procure uma unidade de saúde", apelou.



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