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Saúde

Fiocruz defende adoção incondicional de passaporte de vacina

11 de Dezembro de 2021 | 10h 27
Fiocruz defende adoção incondicional de passaporte de vacina
Foto: Carla Carniel/Reuters

Os pesquisadores do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgaram, nesta sexta-feira (10), uma nova edição do boletim de saúde. No documento, eles defendem como medida fundamental o passaporte de vacinas. Isto em função das mudanças ocorridas nos cenários epidemiológicos nacional e mundial, no que tange à transmissibilidade e à disseminação das novas variantes do SARS-CoV-2.

De acordo com a Agência Brasil, além disso, as notas técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam recomendações que visam estabelecer uma nova política de fronteiras e de restrições, alinhadas às medidas de outros países que estudam adotar a norma.

Os cientistas afirmam que o Brasil não pode andar na contramão do mundo. "Mantemos a defesa incondicional do passaporte vacinal. Grande parte dos países põem restrições para evitar o alastramento da Covid-19 nos seus territórios. O Brasil não pode caminhar na contramão, sob o risco de se tornar o destino de pessoas não vacinadas, que oferecem mais riscos para a difusão da doença", observam.

A ausência e a qualidade dos dados disponíveis também são apontadas como percalços que geram incerteza na descrição do quadro epidemiológico. "Há problemas nos dados disponibilizados sobre a Covid-19, incorrendo em significativa subnotificação", ressaltam.

Conforme a Agência Brasil, o boletim diz, ainda, que, apesar da melhora dos indicadores epidemiológicos da Covid-19 no país, "merecem atenção fatores como o aumento do fluxo de pessoas - inclusive com a entrada de muitas no país - e a dispersão mundial da Ômicron, nova variante de preocupação". 

O documento alerta que, embora o avanço da cobertura vacinal no país esteja trazendo benefícios para a mitigação da pandemia, esta estratégia não pode ser tratada como a única medida necessária para interromper a transmissão do vírus entre a população.

Por isso, a Fiocruz reforça a importância do monitoramento da intensidade com que as pessoas retornam a circular pelas ruas, diante da proximidade das festas de fim de ano e das férias escolares. 

Circulação de pessoas - O documento também aponta que, desde setembro, há mais pessoas circulando nas ruas do que durante o período imediatamente anterior à pandemia e que "o aquecimento do turismo já se reflete neste indicador". 

Os números são claros: desde o final de novembro, a permanência domiciliar alcançou os níveis mais baixos dos últimos 20 meses, mostrando-se cerca de 10% menor que no período do primeiro trimestre de 2020. "Os dados permitem dizer que há circulação de grande intensidade e este padrão é especialmente preocupante em um cenário no qual os índices de transmissão estão estáveis e ainda altos no país", alertam os pesquisadores.

Síndromes Respiratórias - Nas duas últimas semanas epidemiológicas, diz a Agência Brasil, a estimativa de incidência de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) no país mostrou manutenção da tendência de ligeiro aumento no país, com registro de casos graves que podem levar a hospitalizações e óbitos.

Apesar dos casos de Srag reportados permanecerem com predominância de infecções pelo novo coronavírus, há municípios, como o Rio de Janeiro, por exemplo, registrando alta de casos de influenza A, com possibilidade de disseminação para outras cidades e estados.

Diante disso, o boletim alerta que devem ser mantidos os esforços na vigilância de Influenza em todo o país. "Continua importante o avanço da vacinação contra Covid-19, aliado a várias recomendações que suprimem ou mitigam a transmissão. Será importante manter os esforços focados em todas estas frentes para possibilitar uma redução sustentada das incidências de Srag nas próximas semanas", adverte.



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