Está aberta à participação popular a consulta pública sobre a
vacinação contra Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos. De acordo com a Agência
Brasil, o Ministério da Saúde (MS) alega que o objetivo é "informar e conhecer
as dúvidas e contribuições da sociedade científica e da população" sobre a
vacinação das crianças com o imunizante da Pfizer/BioNTech. O antígeno foi
aprovado para uso nesta faixa etária, no
último dia 16, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Publicada, nesta quinta-feira (23), às 23h59, no site do
órgão, a consulta estará aberta até o dia 2 de janeiro. O formulário pode ser
acessado clicando
aqui. Na página, o Ministério da Saúde indica a leitura de um documento
com informações relativas à vacinação das crianças.
Conforme o MS, será considerada apenas uma contribuição
realizada com o mesmo CPF ou CNPJ no formulário disponibilizado na consulta
pública. "Caso haja necessidade de retificar algum dado preenchido, antes do
encerramento da consulta pública, é preciso inserir novamente todas as
informações no formulário, visto que a contribuição anterior não será
considerada", diz a pasta.
Para o órgão, a vacinação não deve ser compulsória e, para a
aplicação do imunizante, "será exigida prescrição médica e autorização dos pais
ou responsáveis, mediante assinatura de termo de assentimento".
Ainda conforme a Agência Brasil, a pasta acrescenta que a
inclusão da referida faixa etária no Plano Nacional de Operacionalização da
Vacinação deverá priorizar crianças com deficiência permanente ou comorbidades,
bem como aquelas que vivam "em lar com pessoas com alto risco para evolução
grave de Covid-19".
No caso de crianças sem comorbidade, a ordem de prioridade
vai das mais velhas para mais novas, iniciando com o grupo na faixa etária
entre 10 e 11 anos.
Decisão
- No último dia 18,
o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a decisão do governo sobre a
vacinação de crianças de 5 a 11 anos será tomada no dia 5 de janeiro, após
audiência e consulta públicas. Aos jornalistas, o gestor disse que a
autorização da Anvisa não é decisão suficiente para viabilizar a vacinação para
esse grupo.