O mundo registrou, nesta quinta-feira (6), a ocorrência de mais
de 2,5 milhões de casos de Covid-19 pelo quarto consecutivo. A nova onda vem
sendo impulsionada, sobretudo, pela rápida proliferação da variante ômicron do vírus
SARS-CoV-2. A nova cepa, segundo os especialistas, é altamente contagiosa.
Conforme o G1, na última segunda-feira (3), o número de novos
infectados, no período de 24 horas, chegou a 2,52 milhões. Na terça (4), 2,54
milhões. Na quarta (5), 2,51 milhões. Ontem (6), o quantitativo de contaminados
alcançou a marca de 2,52 milhões, em um dia.
Antes, o recorde de novos contágios era de 905 mil casos a
cada 24 horas, registrados em 25 de abril de 2021, em meio ao caos sanitário que
assolou a Índia, por causa da variante delta.
Agora, o mundo soma mais de 10 milhões de novos infectados
desde segunda-feira. São mais de 13 milhões nos últimos sete dias.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros
Adhanom Ghebreyesus, diante da explosão do número de infectados pela ômicron,
disse, nesta quinta-feira, que a população global pode vir a enfrentar outro “tsunami
de casos”.
De acordo com o G1, o gestor advertiu que a nova onda é tão
grande e rápida, que está superlotando hospitais e afastando profissionais da
saúde. Segundo Tedros Adhanom, a nova mutação não pode ser subestimada. “A
ômicron pode parecer menos severa, mas não pode ser considerada leve”, observou.
Até o momento, o país mais afetado é os Estados Unidos, com o
registro de 4,22 milhões de casos de Covid-19 em apenas uma semana. Conforme o
G1, os dez países com mais casos confirmados, nos últimos sete dias, são:
Estados Unidos: 4,22 milhões
França: 1,44 milhão
Reino Unido: 1,27 milhão
Itália: 994 mil
Espanha: 789 mil
Argentina: 418 mil
Índia: 387 mil
Austrália: 367 mil
Turquia: 345 mil
Canadá: 283 mil
Mortes
– Diferentemente do
que o mundo vivenciou em 2020 e em boa parte de 2021, o número de mortes, apesar
da explosão de casos, segue em queda. Isto, segundo os cientistas, se deve ao
avanço da vacinação contra o vírus. A administração do antígeno em larga escala
permitiu que a média móvel de óbitos ficasse abaixo de 6 mil por dia pela primeira
vez desde outubro de 2020.
Está, inclusive, aquém da primeira onda da pandemia, em abril
de 2020, quando se chegou a um pico de 7,1 mil óbitos diários. O recorde mundial
de mortes em 24 horas segue sendo de 20 de janeiro de 2021 (18 mil), data que
também marca o recorde de óbitos nos Estados Unidos (4,4 mil).
Segundo dados compilados pelo Our World in Data, projeto ligado à Universidade de Oxford, na
Inglaterra, os dez países com mais mortes por Covid-19 nos últimos sete dias
são:
Estados Unidos: 8.795
Rússia: 5.697
Polônia: 2.896
Índia: 2.098
Alemanha: 1.707
Vietnã: 1.476
França: 1.462
Ucrânia: 1.378
Itália: 1.227
Reino Unido: 1.096