Acomodados em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e
Policlínicas de Feira de Santana, 33 pacientes esperam transferência para hospitais
públicos estaduais. As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do
Governo do Estado.
De acordo com a Prefeitura Municipal, aos 71 anos, a paciente
M. G. O. aguarda uma vaga há 11 dias. Ela necessita de tratamento para pneumonia.
Outro paciente, identificado com as iniciais A. R. N., precisa de um leito
hospitalar para tratar uma colecistite, inflamação na vesícula biliar. Ele
espera uma vaga há oito dias
Dos 33 pacientes, 11 estão na UPA Mangabeira; sete na UPA Queimadinha;
nove nas Policlínicas dos bairros George Américo e Feira X e do distrito de
Humildes, sendo três em cada uma delas; quatro na Policlínica do Parque Ipê; e dois
na Policlínica da Rua Nova.
Segundo Vera Lúcia Galindo, coordenadora das Policlínicas e
Unidades de Pronto Atendimento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Feira
de Santana, conseguir transferência para hospital leva de quatro e 35 dias, em
média. O prazo, segundo ela, não é satisfatório, porque, no seu entendimento, “quando
se trata de saúde, cada minuto é valioso para manter a vida”.
A gestora destaca, ainda, que a demora em realizar a
transferência dos pacientes sobrecarrega o sistema de saúde municipal, fazendo
com que as unidades fiquem lotadas. Além disso, também expõe os pacientes a uma
espera exaustiva por tratamento adequado.
FUNCIONAMENTO – O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo
do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares, conforme
critério de gravidade e não proximidade. Assim funciona visando a
democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e
emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de
acordo com as condições clínicas. Se comprovada a necessidade de assistência
hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema, para
que o paciente tenha a assistência adequada.