No estado, mais de 76% dos casos de Covid-19 são provocados pela nova cepa
Casos da variante ômicron do vírus SARS-CoV-2, causador da
Covid-19, estão confirmados em Feira de Santana e em mais 19 municípios
baianos. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o Laboratório
Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) detectou, por meio de
sequenciamento genético, 49 amostras da nova cepa no estado.
O total de casos da ômicron representa 76,5% dos 64
sequenciamentos realizados em amostras coletadas em janeiro. Outras 12 amostras
deram positivo para a variante delta. Três ainda estão em análise.
Conforme a Sesab, os casos de Covid-19 relacionados à ômicron
foram identificados nas cidades de Adustina, Belmonte, Cândido Sales, Dias
D’Ávila, Eunápolis, Feira de Santana, Firmino Alves, Guanambi, Ilhéus, Irecê,
Itaberaba, Itiruçu, Lauro de Freitas, Prado, Rui Barbosa, Salvador, Santa Cruz
Cabrália, Santo Antônio de Jesus, Uibaí e Vitória da Conquista.
Ao todo, são 49 pacientes infectados por esta mutação do novo
coronavírus, que foi classificada, pela comunidade científica, como “variante
de preocupação”, em função de seu alto potencial de contágio. A Sesab informou que 21 homens e 28 mulheres estão
infectados com a nova cepa. O paciente mais novo tem 5 meses de idade. O mais
velho tem 87 anos.
Tereza Paim, titular da pasta, enfatizou que o avanço da ômicron
tem provocado um crescimento expressivo do número de casos ativos. De acordo
com a gestora, atualmente, o número de infectados pela nova cepa supera a casa
dos 13 mil, ante uma média de 2 mil casos entre os meses de setembro e novembro
do ano passado.
Ela destacou, ainda, que há uma tendência de elevação do
número de hospitalizações, principalmente entre pacientes não vacinados ou com esquema
vacinal incompleto. “Hoje, a Bahia tem mais de 1,8 milhão de pessoas que sequer
tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Além disso, 4,6 milhões de
baianos estão com o esquema vacinal incompleto, por não tomarem a segunda e
terceira doses”, ressaltou.
A secretária reafirmou a necessidade de a população manter as
medidas de proteção, tanto individuais quanto coletivas, como o uso de máscaras,
a higienização das mãos e o distanciamento social.
Segundo a Sesab, a escolha das amostras para realização do
sequenciamento genético se baseia na representatividade de todas as regiões
geográficas do estado. Também leva em consideração casos suspeitos de
reinfecção; amostras de indivíduos que evoluíram a óbito; contatos de
indivíduos portadores de Variantes de Atenção (VOC); e casos de Covid-19 em pacientes
que viajaram para áreas de circulação de novas cepas, com manifestação de sintomas
clínicos característicos.
Ao todo, o Lacen-BA, que é reconhecido como a terceira maior
unidade de vigilância laboratorial do país, sendo classificado, pelo Ministério
da Saúde, como de máxima de qualidade, já realizou mais de 1,6 mil sequenciamentos
genéticos do novo coronavírus.