A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu,
nesta quarta-feira (16), da farmacêutica norte-americana Pfizer, o pedido de
uso emergencial do medicamento Paxlovid para tratamento da Covid-19. A
análise tem prazo de 30 dias.
De acordo com a Anvisa, as primeiras 24 horas de apreciação serão
empregadas na triagem do processo, a fim de verificar se os documentos
necessários foram disponibilizados. Em caso de falta de documentação, a agência
reguladora poderá solicitar que o laboratório providencie.
Antiviral de uso oral, o Paxlovid foi capaz, em estudos,
de reduzir em 89% o risco de hospitalizações e mortes pela Covid-19. Segundo o
G1, a medicação já foi aprovada para uso emergencial na União Europeia, no
Canadá, nos Estados Unidos e na China.
VACINA É NECESSÁRIA – As autoridades sanitárias alertam, no
entanto, que o sucesso do remédio não deve ser visto como motivo para recusar a
vacina contra a doença. Albert Bourla, diretor da Pfizer, ressaltou, em
novembro do ano passado, quando os resultados acerca do Paxlovid foram
anunciados, que o imunizante é necessário. “O fato de termos um tratamento não
é, de jeito nenhum, razão para não tomarmos a vacina. Na verdade, devemos tomar
a vacina”, advertiu.
Conforme o G1, até o momento, 71% da população brasileira já
recebeu duas doses ou a dose única de algum antígeno contra a Covid-19.
Entretanto, a administração da dose de reforço, considerada, por cientistas e
entidades, essencial para o combate da variante ômicron, ainda é baixa. Apenas 27%
da população recebeu a terceira aplicação.