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Saúde

Vírus de alta capacidade infecciosa adoece soteropolitanos

06 de Maio de 2022 | 12h 12
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Vírus de alta capacidade infecciosa adoece soteropolitanos
Foto: CDC/Unsplash

Em Salvador, uma espécie de vírus resistente e com alta capacidade infecciosa tem atormentado a população de Salvador. O aumento do número de casos do norovírus preocupa as autoridades sanitárias.

De acordo com o site Bahia Notícias, o laboratório de virologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) identificou que, entre o fim de abril e a primeira semana de maio, das 35 amostras colhidas, 15, pelo menos, testaram positivo, o que indica uma prevalência de quase 43%.

Em entrevista ao G1 BA, o virologista do Instituto de Ciências da Saúde da Ufba, Gúbio Soares, alertou para a possibilidade de um surto de larga escala.  “Isso chama atenção, porque não é um vírus comum de aparecer, nem que está sempre presente na população. Quando aparece, a tendência é aumentar e causar um grande surto”, explicou.

Os sintomas mais comuns provocados pelo micro-organismo são: diarreia, vômitos, febre alta, dores no corpo e no estômago. Os primeiros sinais podem aparecer entre 24h e 48h após a contaminação, persistindo por até três dias.

A transmissão, em geral, ocorre via ingestão de água e alimentos contaminados ou através do contato com pessoas infectadas. Pacientes acometidos pelo norovírus podem transmitir a doença até dois dias após o desaparecimento dos sintomas. 

Gúbio Soares diz que é possível evitar o contágio, mediante cuidados básicos, como: não ter contato direto com pessoas que estejam vomitando ou com diarreia; higienização constante das mãos; uso de água sanitária em locais contaminados por vômito ou fezes; uso de máscaras, especialmente ao tratar pacientes infectados; não ter contato com a saliva de indivíduos contaminados.

Segundo o Bahia Notícias, apesar do registro de alta nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e gripários de Salvador, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) negou haver um surto provocado pelo norovírus. “Ainda não temos nenhuma informação a respeito disso, mas, caso seja confirmado, com certeza, a secretaria irá intervir. Não temos como lutar contra vírus. O que podemos fazer é minimizar as situações de transição. Fazer uso da máscara ainda continua sendo uma medida extremamente efetiva para todos os vírus de transmissão respiratória”, disse a pasta, por meio de nota.



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