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Itajay Pedra Branca, o maior locutor esportivo da história de Feira

Valdomiro Silva - 07 de Janeiro de 2026 | 15h 25
Itajay Pedra Branca, o maior locutor esportivo da história de Feira
Itajay Pedra Branca | Foto: Arquivo Pessoal

Valdomiro Silva


Eu ainda engatinhava na comunicação, em Feira de Santana, quando conheci Itajay Pedra Branca. Evidentemente, ouvinte  de rádio que sempre fui, desde menino, em Serrinha eu já ouvia sua narração futebolística, na Sociedade de Feira. 

Quando estagiei na emissora dos Capuchinhos, em 1983, vi de perto o ainda jovem Pedra Branca. Mas foi em uma noite qualquer de 1984, na antiga rádio Carioca, que fomos apresentados. Eu e o amigo Dilton Coutinho éramos auxiliares de Rogério Santana, âncora do programa "A Voz do Fluminense", das 20 às 21 horas. Itajay e Dilton, companheiros na Sociedade.

Itajay apareceu por lá ao lado de outro craque do microfone, Jair Cesarinho, convidados que foram para um debate sobre o futuro do Touro do Sertão. Fiquei encantado com aquela voz marcante, personalidade e  conhecimento daquele bigodudo que dominava completamente o microfone.

Pouco mais adiante, 85 ou 86, só vendo a Carteira de Trabalho, Itajay deixa a Sociedade, contratado pela rádio Subaé, que montava uma equipe para introduzir o esporte em sua programação. Ele e Coutinho desfalcaram a 970, na arrojada iniciativa do empresário Modesil Cerqueiira.

Naquela altura eu já era repórter esportivo do jornal Feira Hoje. Itajay me observava na Carioca, onde eu atuava como repórter, comentarista e até narrador, daquele time comandado por Rogério.

Então, surge a grande oportunidade da minha vida, na comunicação radiofônica, onde construí uma sólida carreira. Itajay me convida para ser comentarista de sua equipe na "1080". O principal comentarista. Não era pouca coisa para aquele rapaz de 20 e poucos anos.

O grande narrador criou para mim uma marca e assim me convocava ao microfone, no intervalo e ao final das partidas, com aquela classe e estilo únicos, que jamais vão sair da minha memória: "Vem aí, Valdomiro Silva, o comentarista mais jovem do Brasil". 

Assim trabalhamos juntos durante anos. Quantas viagens, quantas jornadas esportivas memoráveis, domingos e quartas-feiras. Adiante, nos encontramos outras duas vezes, profissionalmente. Na rádio Povo, ex-Carioca, fizemos o programa "Primeira Página", eu apresentando, ele com as notícias estaduais, nacionais e internacionais. 

Depois, na Prefeitura, quando exerci o cargo de secretário de Comunicação, pasta em que ele, servidor efetivo, atuava. Ali mesmo, 20 anos antes, em 1993, também estivemos lado a lado, fazendo um boletim com as notícias dos jornais que interessavam ao Governo.

Itajay foi um mestre, que muito me ensinou. Eu sou apenas um de muitos que foram forjados para a comunicação sob a  competente batuta do maior locutor esportivo da história de Feira.

Vai em paz, meu irmão.





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