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  • Feira de Santana, quarta, 14 de janeiro de 2026

Saúde

Feira de Santana reduz casos de dengue em mais de 80% com uso de Inteligência Artificial

14 de Janeiro de 2026 | 08h 37
Feira de Santana reduz casos de dengue em mais de 80% com uso de Inteligência Artificial
Foto: Reprodução - PMFS - Arquivo

A redução superior a 80% nos casos de dengue em Feira de Santana ao longo de 2025 tem sido atribuída ao conjunto de ações adotadas pelo município no enfrentamento às arboviroses. Entre as principais estratégias está a implantação de um projeto pioneiro na Bahia que utiliza Inteligência Artificial (IA) para a contagem automatizada de ovos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A iniciativa faz parte do projeto piloto das intervenções tecnológicas do programa Inova Feira Contra a Dengue e representa um avanço na modernização da vigilância entomológica. A tecnologia é aplicada na análise das palhetas coletadas pelas armadilhas de monitoramento Pneutrap 3D, permitindo a identificação e a contagem automática dos ovos por meio de algoritmos de visão computacional.

As equipes técnicas da Secretaria Municipal de Saúde já realizam o registro das informações e alimentam a base de dados utilizada pela ferramenta. Esse processo é fundamental para o treinamento e o aprimoramento contínuo da Inteligência Artificial, garantindo maior precisão nas análises e mais eficiência no acompanhamento da presença do vetor.

Com a automação, o tempo de análise é reduzido de forma significativa, os erros humanos são minimizados e os dados obtidos tornam-se mais confiáveis. Isso possibilita respostas mais rápidas da Vigilância em Saúde, melhor mapeamento das áreas de risco e decisões baseadas em evidências, fortalecendo as ações preventivas antes do aumento de casos.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, os resultados obtidos em 2025 confirmam a importância da tecnologia no controle da doença. Segundo ele, a queda expressiva nos registros de dengue indica que as estratégias adotadas estão no caminho correto. O uso da Inteligência Artificial, destacou o gestor, contribuiu para intervenções mais ágeis, precisas e estratégicas no combate ao Aedes aegypti.

O projeto está alinhado às diretrizes do Programa Nacional de Controle das Arboviroses (PNCD), que recomenda o uso de armadilhas como ferramenta essencial para o monitoramento do mosquito. Ao incorporar a Inteligência Artificial ao modelo tradicional, Feira de Santana reforça o compromisso com a inovação, a prevenção e a proteção contínua da saúde da população.

 

  

FONTE: PMFS



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