A partir da Quarta Feira de Cinzas, a Igreja Católica Apostólica Romana dá início à Quaresma, período de grande importância para os cristãos, por remeter aos 40 dias que, segundo os evangelhos, Jesus Cristo passou no deserto, em jejum.
A Quaresma também antecede a Páscoa, evento que, para o
cristianismo, marca a ressurreição de Cristo, após a sua Paixão e Morte. O
período é marcado por jejum, reflexão, oração e preparação para a principal
celebração da fé cristã.
Nesta quarta-feira (18), a partir das 19 horas, o Arcebispo
Emérito de Feira de Santana, preside, na Catedral Metropolitana de Sant’Ana, a
Eucaristia. A missa solene começa com o rito de imposição das Cinzas, que
simboliza a conversão, a penitência e a renovação espiritual.
CAMPANHA DA FRATERNIDADE
Na noite de hoje, Dom Itamar Vian também lança, em Feira de
Santana, a Campanha da Fraternidade, promovida pela Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB). Na ocasião, a Igreja Católica chama a atenção de seus fieis
e de todos os cristãos para a compaixão e para a caridade, premissas que
marcaram a passagem de Jesus Cristo na Terra.
Em 2026, a CNBB escolheu o tema Fraternidade e Moradia. A campanha ainda tem como lema “Ele veio
morar entre nós” (Jó 1,14). Com isto, segundo Dom Itamar, a Igreja visa “conscientizar
a sociedade sobre a dura realidade das famílias que não têm moradia condizente
com suas necessidades e motivar pessoas e grupos para que se empenhem em prol
da moradia digna para todos”.
O sacerdote lembra que “a casa é o lugar da vida e da família”,
portanto, não apenas um abrigo contra as intempéries. “É muito mais. A casa é o
lugar do acolhimento e da intimidade pessoal e familiar. Lugar onde as pessoas
se encontram e se sentem mais livres para descansar e receber amigos”, destaca.
Com este chamado, diz o arcebispo, a CNBB busca ressaltar um
problema que assola cada vez mais famílias brasileiras e convoca os cristãos a
voltarem o olhar para os pobres e para os desabrigados. “A moradia digna é um
direito humano previsto na declaração das Nações Unidas e no artigo 6º de nossa
Constituição, mesmo assim, permanece inacessível para boa parte da população.
Todos nós precisamos tomar consciência de que a situação da falta de moradia
para milhões de brasileiros é uma das questões mais graves no país. Por isso,
nosso compromisso, com pessoas e famílias que não têm casa, deve ser
humanitário, ético e cristão”, frisa.
Conforme Dom Itamar, em 2026, a Igreja também manifesta “apoio a sindicatos, movimentos populares, instituições, pastorais e governantes que se empenham para garantir esse direito a milhares de famílias e buscam soluções concretas para a falta de moradia”. E lembra aos seus fieis o dever cristão de estender a mão aos necessitados e o dever moral de cobrar dos governos soluções para o problema.