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César Oliveira

Vereador Sílvio Dias cobra implantação da Zona Azul

César Oliveira - 28 de Março de 2026 | 12h 19
Vereador Sílvio Dias cobra implantação da Zona Azul

O ambiente na Câmara Municipal de Feira de Santana parece ter encontrado, finalmente, um novo fôlego. Após um longo período marcado por desgastes éticos e notícias desanimadoras, a atual presidência tem imprimido um ritmo de maior pudor institucional e funcionalidade, permitindo que projetos de real relevância social ganhem os holofotes. É dentro dessa temporada mais proativa que surgem as iniciativas do vereador Silvio Dias — a quem conheço apenas pelo exercício do cargo, ressalte-se — com um sopro de lucidez ao debate público. Propostas como a garantia de que crianças neurodivergentes levem seu próprio alimento às escolas, a ampliação do acesso à equoterapia e a normatização da relação entre cemitérios e familiares não são meras burocracias, mas medidas que melhoram o cotidiano do cidadão.

Contudo, é na reabertura da discussão sobre a implantação da Zona Azul que o parlamentar toca em uma ferida antiga da nossa economia urbana. É impressionante a dificuldade crônica de se consolidar esse projeto em nossa cidade. O histórico de retrocessos é longo: em 2015, uma licitação prevista para dez anos teve data marcada, mas não saiu do papel; já em 2024, o Tribunal de Contas dos Municípios cancelou um novo certame. Creio ter havido outras tentativas, mas que fogem a minha memória.  O que se torna inexplicável é o tempo que esse assunto permanece em debate, sendo permanentemente adiado por um jogo de forças interessadas que trava o desenvolvimento coletivo. Não há justificativas plausíveis por parte dos governantes sobre por que o processo não é retomado imediatamente após cada interrupção, deixando o Centro à mercê do acaso.

A urgência da Zona Azul reside no fato de que ela é parte da  engrenagem que faz o comércio crescer.  Ela traz rotatividade no trânsito, democratização do espaço público, fluidez na circulação de veículos, ordenamento e segurança, além de recursos ao munícipio. Sem a rotatividade, as vagas são monopolizadas por veículos que permanecem imóveis o dia inteiro, afastando o consumidor que, por não encontrar onde estacionar, acaba desistindo da compra ou migrando para centros comerciais fechados. O sistema rotativo permite que uma única vaga ocupada por 1 a 2h, atenda de 6 a 8 clientes ao  longo do dia, melhorando a venda das lojas  e reduzindo o tráfego de veículos que circulam inutilmente à procura de um espaço.  Diante da importância vital do comércio para Feira de Santana, o alerta do vereador soa como um chamado necessário à responsabilidade pública e ao bom senso urbanístico.



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