Um direito dos profissionais da Educação, os juros dos
recursos correspondentes a 60% dos precatórios do antigo Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef)
também devem ser destinados aos professores. A afirmação foi feita pelo
vereador Silvio Dias (PT), durante a sessão parlamentar da Câmara Municipal de
Feira de Santana desta quarta-feira (22).
O edil defende uma emenda ao Projeto de Lei (PL) proposto
pelo Poder Executivo Municipal, que autoriza o pagamento. O objetivo, segundo
ele, é assegurar que os valores incluam os juros.
Na tribuna da Câmara, o parlamentar afirmou que “é uma
questão de Justiça, de direito e de lei”. Silvio Dias destacou, ainda, que os precatórios
são compostos pelo valor principal e pelos juros, sendo pertinente, portanto,
que ambos integrem o montante a ser rateado entre os profissionais do Magistério.
No entendimento do vereador, a exclusão dos juros pode
representar perdas para os professores. Ele alertou que, caso a proposta não
seja ajustada, entidades representativas poderão recorrer à Justiça, a fim de
assegurar o repasse completo.
Em função disso, Dias defende que a emenda, com o propósito
de evitar interpretações divergentes sobre o tema e de garantir o pagamento
integral aos docentes e demais profissionais que têm direito ao ressarcimento.
Além disso, o parlamentar criticou o projeto de reajuste
salarial que, segundo ele, não contemplava os professores aposentados, apesar
da existência de uma carreira única com paridade. Para ele, a situação
representa “desrespeito” com os profissionais da Educação.
Durante o debate, o líder do governo na Casa Legislativa,
José Carneiro (UB) também se manifestou, afirmando que concorda que os professores
têm direito ao recebimento com juros.
No entanto, ponderou que a solução depende de análise
jurídica e de jurisprudência. “O prefeito José Ronaldo é um homem maduro,
consciente o suficiente para saber como agir e como administrar essa situação”,
declarou.