Reitor vistoria áreas oferecidas por particulares
A UFRB tem três ofertas de terrenos doados, mas não se definiu por nenhum. O ex-governador João Durval ofereceu 119 tarefas vizinhas aos condomínios da Dahma Urbanizadora, na região que era Jaíba mas hoje está praticamente integrada à zona urbana. Nas proximidades, o deputado federal Fernando Torres anunciou que o irmão, empresário Osmar Torres, doa 50 tarefas. E há por fim uma área semelhante, oferecida pelo ex-banqueiro, Angelo Calmon de Sá.
O dinheiro para construção já não está disponível, mas está sendo negociado com o Ministério da Educação para inclusão no orçamento de 2016, segundo informou nesta quinta (17) o reitor Silvio Soglia à Tribuna Feirense.
A universidade está retomando o processo de avaliação de áreas, depois que o próprio MEC desaconselhou a implantação do campus próximo ao presídio, em parte do terreno da Fazenda do Menor, no Aviário, onde fica a Famfs. O local, anunciado como já definitivo na gestão do reitor Gabriel Nacif, foi descartado.
Um dos motivos para o impasse é a necessidade da área já ser dotada de infraestrutura, como vias de acesso, água, energia elétrica, telefonia e internet. A União não vai bancar estes custos, que dependerão do estado (quem sabe com algum apoio da prefeitura).
Nesta sexta-feira (18) o reitor disse que estará em Feira de Santana, visitando as áreas oferecidas, para depois avaliar com os técnicos qual o terreno ideal. Ele se mostra mais flexível em relação ao tamanho. “Se não tivermos o terreno do tamanho proposto inicialmente, podemos verticalizar as construções”, pondera. A intenção dele é que o terreno seja escolhido e doado este ano e os projetos sejam elaborados, para que a construção possa começar no próximo ano.
O reitor se declara otimista, avaliando que a comunidade voltou a se movimentar em torno da ideia. Apesar da dependência de terceiros para viabilizar a infraestrutura, ele está certo de que consegue negociar com o estado, desde que haja interesse em que o campus e a cidade se desenvolvam.
Soglia ressalta que independente da construção de um novo campus, a universidade vem funcionando ativamente em Feira de Santana e está em processo de contratação de professores (a unidade provisória funciona no SIM). Mas enfatiza a importância de obter uma área para o futuro, quando ele vislumbra inclusive a possibilidade da unidade da UFRB se tornar uma universidade federal separada da UFRB, que é do Recôncavo e tem sede em Cruz das Almas.