O princípio especial da vida é a liberdade! Nenhum sistema, indivíduo, ou partido, que transforme a liberdade em algo parcial ou fragmentado, e tente suprimir este direito do cidadão em benefício próprio, tem legitimidade moral ou ética.
A dita esquerda do nosso país é uma fraude, ou como disse o senador Cristovam Buarque, uma narradora de lendas. Tendo o poder optou por destruir a matriz econômica que havia recebido, não fez reformas estruturais, preferindo o populismo e o marketing que geraram a “contabilidade destrutiva” e o “projeto de poder apoiado na corrupção”, o estelionato eleitoral, a destruição moral da sociedade, a falência econômica, a destruição dos serviços, o vitimismo oportunista e o relativismo moral.
A esquerda deixa um legado de fracasso que não poderá ser abonado pelas transitórias benesses sociais que distribuiu, tutelando a pobreza, sem tirá-la realmente da miséria.
A prefeitura de Feira liberou a obra do Atacadão dentro da lagoa do Subaé, afirmando que não é lagoa. O secretário Mauricio - figura simpática, sem dúvida - devia poupar-se de certos atos em nome da biografia, ou do respeito ao cidadão.
É a segunda vez - a outra foi na Avenida José Falcão - que uma obra é feita dentro de uma lagoa, como provam as delimitações efetuadas pelo engenheiro Gerinaldo Costa, da UEFS.
A prefeitura, acreditem, libera a obra baseada em laudo de uma empresa CONTRATADA pela parte interessada (o Atacadão), que afirma que ali não seria lagoa.
Ora, só faltava a empresa contratar alguém para dar um parecer contra ela mesma. Usando a mesma desculpa da outra vez (quando o secretário era Roberto Tourinho), Maurício disse que a prefeitura não teria recurso para isto, apesar do IPTU, das bandas em inaugurações. Um pouco de pudor, faria bem.
Do mesmo modo o secretário afirma que a partir de agora, apesar do grupo estar no poder há mais de 12 anos, será pedido estudo hidrogeológico para novas obras. A verdade, definitiva, é que Meio Ambiente em Feira, como diria o poeta Drummond, é apenas uma foto na parede. E como dói...
Muito boa a entrega de novas viaturas para Feira, região em que a violência está explodindo, e as novas moradias. Parabéns, governador.
Vi, também, que o senhor disse que já pediu autorização para, com dinheiro de um financiamento do Banco Mundial, fazer um novo hospital. Bem, eu nem vou considerar que a mudança de presidente dificulte as coisas, mas a verdade é que se tudo correr a jato, leva uns três anos para resolver.
O senhor acha que o HGCA agüenta três anos sem nenhum investimento? Uma mão de tinta, uma arrumação da emergência, uma ordenação dos leitos, uma ampliação e melhoria das condições de trabalho?
O senhor faz manutenção dos hospitais da rede do estado em todo lugar. Então, por que este desprezo com o velho e prestativo Cleriston?
Sim, porque ai de Feira e região se não fossem os milagres que ele faz. Então, governador, não precisa nada de granito não. Só melhore as condições primitivas de atendimento do médico da Emergência. Bote umas mesas, uns armários decentes. Umas bancadas para preparar medicação com mais rigor. Uns aparelhos de ar condicionado de verdade. Abra uma enfermaria para reordenar as macas. Organize o ambulatório. Divida as salas porque é antiético atender e ensinar com um paciente ouvindo a conversa do outro.
Não há nenhum custo exorbitante não. Eu confio que o senhor pode autorizar esta guaribada por lá, enquanto nosso hospital não vem. Eu sei que não é muito, mas eu me comprometo a fazer muitos elogios aqui na coluna quando o senhor concluir a arrumação.
Abraços, governador.
As escolhas de Temer apontam aspectos positivos, mas são menores do que os notáveis esperados.
A equipe econômica tem nomes muito positivos - Mansueto de Almeida, Ilan Goldfjan, Serra, por exemplo. Há ainda Jungmann, que fica bem na Defesa.
Alguns nomes , no entanto, não mereciam estar lá: Jucá, Sarney Filho, Picciani, Ricardo Barros, Kassab, Blairo Maggi. Parece mais uma seleção para foro privilegiado do que um grupo de salvadores da nação.
De qualquer modo, após o chove não molha, a redução de número do número de ministérios foi uma ação salutar.