A última edição do Diário Oficial Eletrônico do Município em 2025, publicada no dia 31 de dezembro, registrou 12 decretos, do Gabinete do Prefeito, abrindo crédito adicional suplementar ao Orçamento da Prefeitura de Feira de Santana. No total R$ 18.783.000,00.
O crédito adicional suplementar é aberto por decreto do Executivo para reforçar uma dotação pré-existente no Orçamento, considerada insuficiente para determinada despesa pública planejada. Tem que ser aprovado pela Câmara.
Estes últimos créditos adicionais suplementares do ano tem valores diversos. O menor é de R$ 10 mil e o maior, R$ 5,8 milhões.
A lagoa do Prato Raso, localizada no bairro Queimadinha, às margens da avenida José Falcão, outrora uma das mais belas da cidade, está no radar dos dois políticos mais fortes de Feira de Santana na atualidade, o prefeito José Ronaldo e o deputado federal Zé Neto. Abandonada, deverá agora ser urbanizada, uma vez cumpridas as promessas das duas grandes lideranças.
No final do primeiro semestre de 2025, Ronaldo informou à imprensa a aprovação de um financiamento, junto ao Banco Internacional, para a urbanização de cinco lagoas no município em Feira de Santana, entre as quais, Prato Raso. Naquele 25 de junho, uma quinta-feira, quando se comemorava o Dia Mundial do Meio Ambiente, ele disse que o processo estaria "em fase de finalização para liberação dos recursos".
O financiamento também deverá contemplar, conforme o gestor, a Lagoa de Berreca, no bairro Jardim Brasil, parte da Lagoa Salgada, na avenida Noide Cerqueira, além de uma nascente do canal do Feira X.
"Infraestrutura urbana, recuperação de áreas degradadas, instalação de equipamentos públicos, melhorias na drenagem e ações de educação ambiental", são as intervenções anunciadas pelo prefeito em órgão oficial de comunicação: “Nossa intenção é iniciar as obras no menor prazo possível".
Ao apagar das luzes de 2025, exatamente na véspera do Natal, o deputado federal Zé Neto anunciou como liberados R$ 52 milhões, em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com finalidade semelhante. Segundo ele, o projeto seria de responsabilidade da União e do Governo do Estado, que faria a execução por meio da Conder.
A versão de urbanização do deputado, para o Prato Raso, prevê, de acordo com pronunciamento dele em suas redes sociais, a relocação de 80 famílias, com intervenções de macrodrenagem e microdrenagem pluvial, implantação de redes de saneamento básico e recomposição hídrica do espelho d’água, "além de ações de controle de enchentes que visam mitigar episódios de alagamentos que afetam historicamente bairros vizinhos".