As feiras livres têm algo de um imaginário particular. É como se fosse um encontro dos tropeiros que se abasteciam por aqui, originando cidades. As feiras – com suas atividades das mais simples - abastecem a cidade de humanidade. Por ter menor custo e maior interação pessoal, é a preferida de significativa parcela da sociedade.
Acostumado a ver a prefeitura gastar milhões com as Calcinhas Pretas da vida, pergunto porque ela não pode financiar ou até doar barracas padronizadas para os feirantes? Exceto para aqueles que exploram os outros e são donos de várias barracas (sim, existem).
A melhoria das condições de higiene e cuidados beneficiaria vendedores e compradores. O custo é pequeno, o benefício enorme.
Expande-se a presença de barracas em vários cantos da cidade, ampliando o comércio local nas calçadas, a oferta de frutas, o deslocamento do pedestre dos passeios para a rua.
Até agora Joaquim Levy não mostrou onde o governo vai cortar gastos
O arrocho fiscal produzido por Joaquim Levy subiu-lhe à cabeça ao ponto de criticar o governo anterior de Dilma, tachando de “grosseira” e “brincadeira” a desoneração da folha salarial, apenas pela vontade de fazer acreditar que uma medida sua tem razão de ser, não sendo apenas um castigo ao setor produtivo da nação. Mandasse Dilma, ele dormiria ministro e acordaria desempregado.
Austeridade nenhuma
Em nenhum momento até agora o governo sinalizou que pretende ter austeridade administrativa. Não reduziu seus ministérios inúteis, não cortou o número de cargos para nomeação de militantes partidários, nem as despesas do cartão. O governo mantém a máquina pública inchada, perdulária, sem eficiência. Não é justo cobrar sacrifício da classe média já espoliada, enquanto não mostra nenhum sacrifício de sua parte.
Em 60 dias, 57 instituições financeiras foram atacadas na Bahia. É urgente que a Secretaria de Segurança mostre um resultado significativo no combate a este crime, ou transforme logo em programa social de redistribuição de renda.
Confirmados os nomes dos denunciados ao STF, não há mais nenhum espaço de tolerância para a manutenção de Mario Negromonte, no Tribunal de Contas do Estado, para onde Wagner, se tivesse um pouco mais de zelo, jamais deveria tê-lo nomeado.