O dilaceramento judicial é evidente. Sentenças controversas, processos engavetados, comprometimento de Aroldo Cedraz, presidente do Tribunal de Contas da União; de Francisco Falcão, presidente do STJ, e, mesmo no STF, ligações e afinidades partidárias que parecem maiores do que as adequadas a uma Corte Suprema.
Ao lado disto, advogados que passam a ser investigados como réus, desembargadores produzindo sentenças que contrariam tribunais, com velocidade surpreendente ao mesmo tempo em que é investigado por peculato e formação de quadrilha.
No Paraná, de onde saem os maiores avanços do Judiciário no combate à impunidade, com Moro e equipe, eis que um grupo de juízes e procuradores processa de forma orquestrada um jornal que revelou seus rendimentos, o que é garantido pela Lei da Transparência. O melhor e o pior da Justiça se manifestam no mesmo estado.
Enfim, no caldo geral, esperamos que o lado bom da lei, justo, e não persecutório, domine o Judiciário brasileiro, pois ele tem uma missão gigantesca a cumprir.