Defendemos, incisivamente, a preservação das lagoas de Feira, pauta que nunca foi prioridade municipal ou estadual. Nesta vertente continuamos esperando a delimitação da lagoa Salgada antes que se torne uma nova Subaé invadida por Atacadões sob o olhar permissivo dos órgãos competentes e pareceres pagos, surrealisticamente, pelo próprio interessado.
Somos, por isso, entusiastas da magnífica obra de recuperação da Lagoa Grande, um marco urbano, que, no entanto, apesar dos valores que já consumiu, anda lentamente na sua parte final.
É preciso manter a mobilização e cobrança permanente para que o Parque não morra, por assim dizer, na praia. As estações elevatórias e o urbanismo final precisam de um calendário verdadeiro de cumprimento de prazos.
Do mesmo modo - não sei se já foi feito - é preciso discutir as regras da ocupação do seu entorno, que perfil de construção e comercial poderão ser alocados ali, para que se torne uma zona de lazer com um projeto urbanístico próprio e não ao acaso e sem lei, como ocorre geralmente. O potencial da área é muito significativo e não pode ser desperdiçado.