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César Oliveira

Pesquisa para prefeito de Feira: surpresa sim, surpresa não

23 de Agosto de 2016 | 07h 44

A pesquisa Tv Subaé /Ibope confirmou favoritismo de Ronaldo, o que não é surpresa; e mostrou rejeições inesperadas, o que é novidade

Pesquisa para prefeito de Feira: surpresa sim, surpresa não

          O Ibope e a TV Subaé divulgaram a primeira de três pesquisas eleitorais. O favoritismo de Ronaldo- bola mais que cantada- foi confirmado. Alguns dados chamaram atenção quando comparados a eleição de 2012. Naquele ano o Ibope também fez três pesquisas eleitorais em Feira, como mostramos a seguir:

                    Ronaldo          Neto       Jhonatas       Tarcisio

1ª                 76%                   8%             1%              3%

2ª                 63%                  16%            3%              8%

3ª                 65%                  18%            5%               4%

Rejeição     11%                    34%            25%            53%

Eleição        66%                   18,5%         9,2%           6,1%

Na primeira pesquisa de 2016 a largada está assim:

                        Ronaldo     Neto    Jhonatas    Ângelo    Jairo   Leonardo      

     Intenção           64%      14%      8%            1%           1%       1%

     Rejeição          16%       42%     17%          16%          21%     15%

  Avaliação do governo Ronaldo:

   Ótimo – 58%         Regular   30%      Ruim/péssimo   12%

           Os dados de intenção de voto mostram Ronaldo estacionado no mesmo patamar com que ganhou a eleição, sugerindo que a batalha das trincheiras e o IPTU não impactaram em seu governo, negativamente, embora, também, não haja um crescimento eleitoral percentual.  Naquela eleição houve uma queda de 11% entre a primeira e última pesquisa, mas isto não significa que o fato pode se repetir.  Jhonatas era uma novidade, abocanhou parte dos descontentes e ficou em 9,2% dos votos, praticamente seu ponto de partida atual.   Neto, que acabou com 18%, não cresceu nestes quatro anos, apesar do apoio do Estado, talvez pelo desgaste do partido. Os demais, Ângelo, Jairo, Leonardo, não eram candidatos em 2012.

          O aspecto mais interessante da pesquisa vem no quesito rejeição. Enquanto Ronaldo, mesmo após 16 anos no poder, teve crescimento de apenas 5%%, menos do que se esperava pelos comentários  na cidade, Neto, saltou de 34% para 42%. Ninguém pode ter esperança eleitoral com uma rejeição deste tamanho.

         A gigantesca surpresa vem, no entanto, com a rejeição dos demais: Jhonatas, Leonardo e Ângelo ao redor dos 15% e Jairo com 21%. Impressiona que mesmo os que estão militando na política, continuamente, como Ângelo e Jhonatas, têm a mesma rejeição que um desconhecido, Leonardo, que tem 1% de intenção de voto, e, menor que outro que há anos não milita em Feira, portanto desconhecido do eleitorado mais novo, como Jairo, que chegou a 21%. Vale ressaltar que a rejeição de Jhonatas caiu de 25% para 17%. A explicação, claro, é que na rejeição é possível votar em mais de um o que universalizou a média, mas, também, sugere que esta média de rejeição para os candidatos da oposição não é real, nem igual, pelo menos para parte deles.   A forma da pergunta acaba induzindo este resultado.

          Considerando-se que apenas 12% dos entrevistados acham o governo Ronaldo péssimo e que 24% têm intenção de votar na esquerda mais radical (Neto, Jhonatas e Leonardo), voto historicamente imutável, significa que metade destes eleitores, apesar de votar na oposição, não acha o governo Ronaldo péssimo. É muito singular.

          Ao juntarmos os 58% de ótimo com 6% dos 30% que acham regular chegaremos a margem de Ronaldo de 64% de intenção de voto. O 36% restante estaria disposto a votar na oposição, anular, ou votar em branco, o que dá a eleição em primeiro turno a Ronaldo.

          A pesquisa não publicou a lista de bairros e há dados do questionário com interessantes perguntas que não estão disponíveis. Ela foi feita em período similar em 2012, ano no qual tivemos maior tempo de campanha. É o retrato eleitoral do momento e se alguém tiver dados diferentes é hora de botar as cartas na mesa.  Não custa lembrar que o Ibope, apesar de errar muito na Bahia e outros lugares, acertou em cheio a eleição de Ronaldo em 2012.

                                 



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