Qual a Feira que eu quero morar? A Feira que eu quero morar serrá feita por qual prefeito? Todo eleitor deveria fazer esta pergunta antes de entregar seu voto. A pesquisa Ibope/ Tv Subaé sinalizou algumas preocupações dos feirenses, sendo a Saúde a mais importante,
A Saúde é uma responsabilidade compartilhada- pelo jeito de forma bem negativa- entre o Estado e a Prefeitura com sérias dificuldades no atendimento obstétrico, emergencial, ortopédico, enfim, na média complexidade (aquela da consulta com o especialista, cirurgia eletiva, tratamento contínuo, entre outros). O que fica claro é que a Saúde tem uma subdimensão crônica que tende a ficar mais grave – logo tirando vidas- com o crescimento da população e dos procedimentos médicos. Hoje, morre-se de tratamento parcial ou inacessibilidade ao tratamento.
Educação não é queixa importante, pois, se temos em torno de 47% dos eleitores analfabetos ou com ensino fundamental ele tende a achar que a educação atual- aliás, qualquer uma que o menino vá para a escola e tenha merenda lhe parecerá-, boa. Este dado, entretanto, deveria ser motivo de escândalo pois é um brutal limitante do desenvolvimento, com a falta de qualificação de mão de obra, do nível de serviços, e das empresas que atrairemos.
Transporte é outra queixa constante. A cidade nunca teve um transporte coletivo digno, efetivo, na dimensão da necessidade, espaço que acabou ocupado por motoboys e ligeirinhos, muitos dos quais, clandestinos. Agora, no entanto, ganhou frota de ônibus novos, em uma ótima mudança feita por Ronaldo, depois de um longo esfacelamento e tolerância com os desmandos passados. O BRT, outra grande intervenção - que teve maior parte dos recursos investidos nas trincheiras da Maria Quitéria que atendem mais ao transporte particular que o coletivo, e, que, certamente, vão ajudar o trânsito por ali- não parece resolver ou não apresenta até o momento a dimensão necessária para resolver o transporte coletivo da cidade.
Considerando saúde, educação, transporte, fica claro a necessidade de um prefeito que se indigne com nosso perfil educacional e promova intervenções que sejam capazes de mudar este cenário aterrador; que redimensione a Saúde, que resolva as demandas assistenciais que vão além do trauma ou da assistência básica evitando que vidas e órgãos sejam perdidos, que consolide uma parceria efetiva com o Estado permitindo intervenções que evite os mortos na fila de espera das Centrais de Regulação, como urgente necessidade. Além disso, que seja capaz de fazer com que o transporte coletivo atenda as necessidade dos fluxos estabelecidos no novo plano diretor e crie soluções que privilegiem o coletivo e organizem o particular de forma planejada.
Estas são as primeiras questões a serem pensadas antes de escolher um prefeito para chamar de seu. .