O STF converteu-se em um templo de vaidades e projetos pessoais, com pouca vocação para punir criminosos importantes, apesar dos mais severos discursos do sempre fundamental decano Celso de Melo. Os processos não andam, suas gavetas sofrem de esquecimentos convenientes, os crimes prescrevem, os juízes votam, muitas vezes, de olho no espetáculo, aliás, até chegam a achar que punir, como no mensalão, é um " ponto fora da curva", segundo disse o Ministro Barroso em uma das frases mais infelizes que já ouvi.
De onde deveria vir agilidade, severidade, respeito, austeridade, vem cumplicidade, favorecimento, foro privilegiado como sinônimo de impunidade, omissão judicial, perda completa do decoro como recentemente vimos com Gilmar Mendes e Lewandovski, infelizmente a custo muito elevado.
Então, é preciso uma reforma urgente do STF, que lhe dê agilidade na análise dos processos políticos, que se normatize o tempo dos procedimentos , que se mude a liturgia das escolhas. É preciso que a Suprema Corte entenda que a Sociedade espera muito deles, que gasta muito dinheiro público com eles, e que NÃO está satisfeita com suas ações, com sua contribuição para a impunidade, e com seus achincalhes constitucionais.
Por uma reforma urgente e profunda da Suprema Corte brasileira.