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César Oliveira

A reforma educacional e o pé do caboclo

26 de Setembro de 2016 | 11h 46
A reforma educacional e o pé do caboclo

A maior parte da reforma educacional proposta pelo governo atual foi discutida e elaborada no período do governo Dilma, até porque Temer não teria tido tempo de gerar uma proposta destas, logo, a oposição pura e simples de parte da esquerda às mudanças anunciadas  soa meramente a ação política e condicionamento pavloviano.

O que não é possível continuar é imóvel, com esta educação medíocre, refém sindical, limitada, que condena o Brasil sempre aos piores desempenhos em todas as avaliações internacionais e da qual resulta o inacreditável fato de 38% dos estudantes dos estudantes de  nível superior serem analfabetos funcionais. Além disso, o ensino médio tem taxas de evasão absurdas. 

A educação brasileira precisa ser discutida a sério e revista. Do ciclo básico ao ensino superior. Não sei se a proposta é a ideal e parte dela estava em debate na Câmara desde 2013, sem andar.   O fato de ser apresentada por Medida Provisória  impõe que precisamos cumprir a agenda.  Temos, agora, 4 meses em que ela estará no Congresso para que discutamos, apontemos as falhas, os desvios, corrijamos a rota e comecemos as mudanças.

Então, sim, o governo Temer está certo em apresentar o plano de reforma educacional, pois, pior que a proposta atual seria apenas a falta de uma proposta, o que nos  manteria  neste limbo  e condenados a míseria educacional. 

Vamos ao trabalho, urgente.  Para quem quer gastar tempo com choro  recomendo o pé do caboclo. 



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