A oposição em Feira de Santana levou uma surra histórica ao perder a eleição para José Ronaldo, mais uma vez. O assustador, no entanto, é que ela reduziu o número de votos, passando de 100.754 em 2012 para 86.273 em 2016, mesmo com o crescimento do total de eleitores. Em verdade, voltou aos níveis de 2004 quando teve 78.297 votos.
O líder da oposição, deputado Zé Neto, encolheu sua votação caindo de 55.337 (18,65%) votos para 46.912 (15,7%) apesar das boas obras que o Estado tem para mostrar em Feira como o Hospital da Criança, saneamento, 45 mil casas do Minha Casa Minha Vida, UPA do HGCA, Avenida Noide Cerqueira, Central de Abastecimento da Embasa, Bases Comunitárias, Complexo Policial do Sobradinho e a magnífica e maior obra da cidade que é o Parque da Lagoa Grande. Apesar disto, não houve conversão em votos, destas ações. O PT paga, certamente, o preço do desgaste nacional do partido com o impeachment da Presidente Dilma e todas as acusações de corrupção na Lava-Jato.
Jairo Carneiro fez a melhor campanha de oposição a Ronaldo, mas entrou no jogo tarde demais, ao fim do segundo tempo, e não poderia ter ido mais longe. Perde aqui, também, o coligado Fernando Torres, que indicou o vice.
Jhonatas Monteiro, com 27.503(9,21%) votos – com mínimo tempo de TV e sem verba- manteve exatamente o mesmo número de eleitores da disputa passada quando teve 27.317 (9,21%)
Ângelo Almeida teve um desempenho abaixo do esperado com 2763 votos (0,93%), em parte, certamente, como reflexo de uma campanha de TV muito ruim.
Leonardo teve 283 votos (0,09%) não representando impacto algum.
A estratégia de dividir para forçar um segundo turno deu com os burros na água. O congestionamento não funcionou, não tirou votos de Ronaldo, nem empolgou o eleitor que poderia estar descontente com o prefeito e sinalizou de forma clara, inequívoca, indiscutível, que o modelo de oposição estabelecida na cidade fracassou e precisa se reinventar ou continuará apanhando do prefeito reeleito, correndo o risco de não ter chances nem na disputa de 2020.
Já passou da hora do governo parar de fazer de conta que não está vendo os resultados em Feira e reordenar sua estratégias políticas .