A eleição fez perdedores e vencedores. No Brasil, perde o PT que encolheu mais de 300 prefeituras e 60% dos votos de vereador que já teve. Ganha o PSDB que construiu uma grande vitória em São Paulo, no primeiro turno, e sai na frente para ter candidatos presidenciáveis.
Na Bahia, ganha ACM Neto, com a esmagadora vantagem, e sai na frente para o governo do estado. Perde o govenador Rui Costa que disse que ia fazer 300 prefeitos e ficou longe disto. Aliás, o governador entrou, hoje, na linha de tiro de investigação da Polícia Federal. Depois da queda, o coice.
Em Feira, perde o deputado Zé Neto, líder da oposição que encolheu a votação, abatido pelo fracasso nacional do PT. Até o momento, em quatro eleições, não foi capaz de liderar a oposição no caminho da vitória ou, ao menos, de um segundo turno eleitoral.
Perde Fernando Torres que apoiou Jairo Carneiro e que não conseguiu transferir votos ou agregar peso a campanha, sequer gravando propaganda ao lado do candidato. A sorte, no entanto, lhe sorriu e vai assumir o mandato de deputado.
Angelo perdeu, mas será salvo pelo mandato de deputado que lhe garantirá força para tentar organizar o espaço esquerdista contrapondo-se a Zé Neto.
Jairo pela boa campanha de oposição que fez mais ganhou que perdeu.
Jhonatas ficou estacionado no mesmo patamar de votos. Talvez tivesse seguido a discussão inicial candidatando-se a vereador e sendo um voz ativa e firme na oposição tivesse um melhor resultado. Por ficar igual, perdeu.
A oposição de modo geral perdeu. A avassaladora vitória de Ronaldo sinaliza que a oposição precisa mudar ou sequer será páreo na competição pela Prefeitura em 2020. E, se continuar insistindo no mesmo modelo, talvez viabilize até a volta de Ronaldo em um terceiro ciclo de poder.