Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, s�bado, 13 de junho de 2026

César Oliveira

A confissão de José Carneiro, o MP, e os tempos estranhos

14 de Outubro de 2016 | 17h 38
A confissão de José Carneiro, o MP, e os tempos estranhos

Não sei se resultado da longa permanência no poder,  ou do abuso continuado do gesto que acabou por lhe  dar tanta  naturalidade, mas o fato é que os vereadores de Feira parecem ter perdido o senso e a razão. Depois que David Neto, ressentido, denunciou que vereadores tinham até 300 cargos na máquina pública, agora, foi a vez de José Carneiro, de forma espantosa, confessar que tem 70 cargos  na Prefeitura e vincular os votos, diretamente, a eleição.

Ele disse que gostaria de ter mais:  “Gostaria muito, porque aí minha votação sem dúvida seria mais expressiva”.

Como se não bastasse emendou:

“Colocamos lá pessoas além de capacitadas para exercer a função, pessoas também que sem dúvida contribuíram com nosso mandato, com nossa eleição"

E acha que o abuso é não só legal, como obrigatório:

Ele justifica: “Nós que fazemos parte da base do governo, acho que merecemos sim ser contemplados com algumas indicações. Não vejo nada demais nisso”.

Exceto se estivermos vivendo em Marte o uso da máquina pública com fins eleitorais se constitui crime.  A confissão pública e espontânea torna imperativo  explicações ao Ministério Público que não tem como se esquivar de pedido de esclarecimentos

Estamos vivendo tempos estranhos.

 



César Oliveira LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

charge

As mais lidas hoje