Renan Calheiros, presidente do Senado, é um perigo institucional, pois, não hesita em usar a estrutura do Congresso a seu favor. Além disso, usa o poder para ocupar cargos, obter vantagens, negociar acordos pessoais como pensão de amante. Já é inacreditável que após ter renunciado para não ser cassado, no mandato anterior, tenha voltado a presidir o Senado em demosntração formal da tolerância ética da classe política.
Cunha, ex-presidente da Cãmara, era sem escrúpulos , eficiente em reunir cúmplices, mas ainda assim era um tosco ; Renan, tem a mesma falta de escrúpulo, mas é ladino, articulado, capaz de provocar uma guerra entre poderes apenas para terceirizar ao Senado a defesa de seus crimes e protelar sua execução, afinal, tem 8 processos no STF, engavetados. O que , aliàs, mostra quanto o foro privilegiado no Brasil é um escárnio.
O STF, subliminarmente , opta pela leniência política, enquanto vai obtendo vantagens salariais, aprovação de reajustes e manutenção da aposentadoria de juizes mesmo que tenha sido cumpulsória. Vive-se um parasitismo bidirecional . Agora, o ponto fora da curva do " juizeco" que autorizou a PF a prender membros da Polícia do Senado e uma presidente do Supremo, frágil na aparência, mas não no discurso, quebraram o jogo de conveniência .
Espero que Renan vote o fim das aposentadorias dos juízes condenados, com benefícios , esta indecência republicana; e que Carmem Lucia julgue os processos do poliacusado Renan, e o encarcere .
Às vezes, na guerra, o cidadão e a democracia lucram.