O sistema educacional brasileiro é um fracasso monumental, gigante por nossa própria natureza. Todas as avaliações mostram isso e chegamos a ter 50% de abandono de alunos no ensino médio, demonstrando de forma indiscutível que o modelo está destruído.
A construção deste pífio resultado é uma contribuição coletiva: estado, professores, alunos. Cada um em sua medida e responsabilidades. O nosso currículo é um desastre, boa parte da infra-estrutura é caótica, a formação dos professores é muito limitada e a organização gerencial vive a deriva a depender do gestor eleito, sem continuidade. A ideologia-sim, existe sim-, neste contexto de deficiências é apenas a cereja do bolo, ao avesso.
O magistério está desvalorizado, em parte sem vocação- quando apenas os melhores deveriam ser selecionados para ensinar-, mal formados e sem incentivos para avançar na qualificação ,sem metas de pós-graduação a serem atingidas que obriguem as escolas a investirem nesta qualificação; o estado, é refém dos sindicatos, corporativistas, e que freqüentemente abraçam o pacto da mediocridade para proteger os professores mais fracos tecnicamente, não permitindo avaliações, igualando os bons- e há muitos bons professores- aos ruins. Já os alunos encontram nesta condição o meio ambiente perfeito para acentuar seu desinteresse.
É preciso rever nossa educação, rediscutir o papel do Estado, professores, alunos e família – sim família, esta instituição odiada pela contaminação ideológica esquerdista- no processo educacional. A cumplicidade e o conforto com uma educação ineficiente, aparentemente existente e até aprovada pelos pais para os quais basta haver merenda, farda e aulas, sabe-se lá com que qualidade, apenas, nos mantém na posição que ocupamos.
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A proposta que o governo enviou ao Congresso é a primeira tentativa real de produzir mudanças. Discutida longamente, desde 2013, no governo Dilma, e na Câmara, ela ganhou o caráter de medida provisória o que obriga os deputados a votarem a medida em 90 dias. É preciso aprimorá-la, discutí-la, afastados da passionalidade política, porque, sem dúvida, esta é a maior tentativa de intervenção já feita.
Permanecer onde estamos, refém dos corporativismos e das omissões, e continuar oferecendo mais do mesmo aos jovens é uma opção criminosa