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César Oliveira

Temer, Brasil, Bahia e Feira.

César Oliveira - 25 de Novembro de 2016 | 12h 40
Temer, Brasil, Bahia e Feira.
Temer chegou ao poder cavalgando o impeachment legal de Dilma e, com a tolerância da Sociedade, vitimada pela crise e cansada do projeto de poder baseado na corrupção instalado pelo PT. Temer recebeu de graça a chance de fazer a história. Conhecedor da bandidagem parlamentar e da necessidade de uma base para aprovar suas medidas Temer apoiou-se na Turma do Pudim, um grupo de velhos companheiros que, se dominam como ninguém o Parlamento, são velho fregueses das páginas policiais da politica.
 
Os quatro cavaleiros de seu apocalipse ( Geddel, Moreira, Padilha e Jucá) já haviam sido citados na lava-Jato, mas Temer resolveu apostar em seus nomes. Primeiro caiu Jucá, mas que Temer, sem reconhecer as mudanças em curso resolveu reconduzir ao cargo de líder no governo, no mesmo momento em que estourava o Geddelgate. A demora em cuidar do caso lhe foi fatal. Não deve mesmo ser fácil convencer Geddel a demitir-se, ainda mais o Presidente, que é tipicamente daqueles que quer agradar a todos. A crise avançou , engoliu Geddel, que agora renuncia, e colocou o governo nas cordas, enfraquecido.
 
As gravações feitas pelo ex-Ministro da Cultura que fez a denúncia das pressões de Geddel, envelheceram o governo Temer, antes dele chegar ao alvo. A economia vai sofrer e Temer vai se tornar um " pato manco" e toda culpa do caos que pode acontecer terá exclusivamente sua assinatura.
 
Os políticos precisam entender a força das redes sociais e que estamos vivendo novos tempos. A população, sofriada, expoliada, cansada, não está suportando estes abusos: seja no Brasil, na Bahia, ou em Feira.
 
É bom botarem  as barbas de molho...


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