Temer sempre guiou o PMDB. Não o faria sem conhecer suas entranhas e sua biografia policial. Ao chamar Geddel, Moreira, Jucá e Padilha, para compor sua linha de frente, sabia o que tinha no armário. Evidente que são hábeis conhecedores od submundo do Congresso e, por isso mesmo, são capazes de construir uma base para o Presidente, mas são um material explosivo capaz de gastar qualquer capital de apoio que um líder tenha.
As acusações se sucedem: Jucá, Geddel, Jucá de novo, Padilha, Moreira. Nenhum dos auxiliares diretos do Presidente tem condições de sobrevivência e, pelo jeito, de escapar da Justiça se perderem o foro privilegiado. Esta é uma das razões- ao lado de perder seus operadores mais fiéis- que o faz insistir em mantê-los no cargo apesar do brutal desgaste.
Ao se recusar a tomar atitude de afastar os acusados- e há outros que ainda o serão- Temer dá início ao funeral de sua administração e vai ficando cada vez mais refém de outros políticos. Ao mesmo tempo, a pressão para obter resultados econômicos irá levá-lo a fazer concessões além do esperado e o círculo de pagar o preço para manter-se boiando fará com que se enfraqueça mais ainda. Com isto, os investidores, os donos do lábil capital, começam a botar as barbas de molho, afinal, está cada vez mais incerto sua chegada a 2018.
O governo Temer fica cada vez menor e a culpa é exclusivamente dele.