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César Oliveira

Temer: um passo para frente, dois passos para trás

César Oliveira - 03 de Fevereiro de 2017 | 17h 54
Temer: um passo para frente, dois passos para trás
Ao que parece não é apenas entre o México e os EUA que há um muro. Aqui, entre o cidadão e os políticos há uma muralha, ou abismo, se preferir. Michel Temer, o interino, formou uma equipe econômica de respeito, melhorou a segurança para investimento, e tem proposto as reformas da educação, previdência, e o teto de controle de gastos, que são medidas duras, mas necessárias.
 
O preço, no entanto, que cobra está ficando muito caro. Sua leniência com os amigos suspeitos de corrupção causa calafrios. Já foi assim com Jucá- afastado e renomeado-, Geddel, que ficou ao sereno onde Moro costuma atuar; Padilha, citado na Lava-Jato e Moreira Franco, já citado em mais de uma das investigações da PF.
 
Agora, Temer,  recriou 2 Ministérios quando tinha prometido enxugar a máquina, algo que causa ira na população. Um deles - sejamos sinceros- serve apenas para dar status de Ministro ao Angorá, ops, Moreira Franco, seu dileto amigo. Ao contrário do famoso episódio de José Serra, quando era governador de São Paulo, não se pode dizer que Temer deixe um companheiro ferido na estrada.
 
Quanto mais poderoso se sente o interino mais se aproxima da velha prática fisiologista, inchando a máquina adminsitrativa, sem prestar contas aos desejos do cidadão que viabilizaram sua subida ao poder central. Temer se aproxima, do pior do estilo do PMDB. Ao dar um passo para frente dá dois para trás. 
 


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