Não existe milagres no sistema previdenciário, nem como negar a mudança de perfil populacional, com aumento de idosos ( 4.6% ao ano) e redução da natalidade e trabalhadores contribuintes.
É necessário, portanto, que haja alteração da idade mínima que acompanhe a expectativa de vida. Ela não poderá permanecer a mesma para sempre a medida que a vida vai se prolongando. Não há como. É preciso, no entanto, considerar a diversidade do país, pois, a adoção bruta da idade mínima igualando um carvoeiro, em áreas miseráveis e de baixo emprego, a um trabalhador urbano de São Paulo, vai apenas penalizar os que mais precisam.
A proposta de igualar aposentadoria de servidores públicos e privados é absolutamente correta, não existindo nenhuma justificativa para serem diferentes, assim como a de políticos. Do mesmo modo é preciso acabar com as superpensões, inclusive as existentes acima do do teto, e cobrar os sonegadores.
A idade da aposentadoria, no entanto, não pode, na média, permanecer a que está. Precisamos de regras de transição claras, mecanismos de correção permanente, administração profissionalizada, e proteção do sistema aos mais necessitados. Assim, se constrói um sistema mais justo.
Não aceitar mudança nenhuma é viver fora da realidade econômica e de custos; aceitar mudança sem nenhuma proteção, é selvageria